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Agricultura

Jornal Opinião Goiás – Lançada mais uma etapa de projeto para estimular produção de chás, óleos e plantas medicinais no Sul do país

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Jornal Opinião Goiás - Lançada mais uma etapa de projeto para estimular produção de chás, óleos e plantas medicinais no Sul do país

Projeto-piloto é realizado na Região do Vale do Rio Pardo

Com o objetivo de estimular a produção de chás, óleos, plantadas medicinais e aromáticas, foi lançado o Arranjo Institucional de Suporte à Formação de Cadeias Produtivas de Plantas Bioativas na Região do Vale do Rio Pardo, intitulado como VALEEF. A iniciativa é resultado de acordo de cooperação entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).

Os arranjo institucional constitui nas regras e ações dos agentes envolvidos na construção da política pública, que visa formar uma cadeia produtiva e de negócios sustentáveis na região, diversificar a produção de culturas de alto valor agregado, contribuindo para o incremento da economia local.  O lançamento ocorreu de forma virtual, e integra a primeira etapa do projeto “Parcerias para Inovações nas Cadeias de Plantas Medicinais, Aromáticas, Bioativas e seus Derivados como Estratégia de Diversificação do Cultivo do Tabaco”. Participaram do evento o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke; o coordenador técnico do projeto, professor Sandro Hillebrand; e o diretor de Extensão e Relações Comunitárias da Unisc, professor Ângelo Hoff.

“Somos entusiastas dessa questão das plantas medicinais e aromáticas, pois acreditamos que essa pode ser uma grande alternativa para as pequenas propriedades rurais do Brasil. Estamos fazendo isso como um projeto-piloto no Vale do Rio Pardo, também já aliado a um problema de diversificação responsável e voltado ao mercado da cultura do tabaco. Acreditamos que as técnicas de produção do tabaco e das plantas bioativas são relativamente semelhantes e a agregação de valor por hectare também. A ideia é construir uma nova cadeia produtiva, mas que tenha renda e mercado”, ressaltou o secretário Fernando Schwanke

O ponto de partida do projeto, lançado em novembro de 2019, foi a realização de um estudo do potencial de produção, de pesquisa, de desenvolvimento tecnológico e de comercialização das plantas, como explicou o professor Sandro Hillebrand. “A estrutura socioeconômica que nós já temos na região é de sucesso e envolve a agricultura familiar na base da produção da riqueza, uma indústria de transformação e o acesso ao mercado”.

Segundo o professor, a primeira oportunidade identificada é a de produção de óleos essenciais. “Este é um tipo de produto, uma cadeia produtiva das várias possíveis que partem de plantas bioativas. Esse trabalho envolveu uma análise estratégica de como funciona essa cadeia produtiva e, graças aos recursos disponibilizados pela FAO e pelo Ministério da Agricultura, foi possível que a equipe técnica realizasse o diagnóstico, visitasse regiões onde já existem iniciativas, conhecesse erros, acertos e casos de sucesso até que pudéssemos fazer um desenho mais claro dessa oportunidade”.

A Unisc, que já tem experiência em projetos voltados para a diversificação agrícola na região, é a responsável pela execução, por meio da estrutura de laboratórios de análises químicas e área de desenvolvimento e testes do Parque Tecnológico, junto com corpo docente qualificado.

“É importante relembrar que a Universidade de Santa cruz é uma das referências na área da química industrial e, dentro deste campo, o tema dos óleos essenciais é muito interessante, pois alia uma agregação de valor bastante grande à possibilidade de termos, no futuro, um cluster de indústrias transformadoras e agregação de valor nesta área da química, mas associado à uma produção primária que a região pode suportar. Temos elementos, em todos os elos de uma cadeia produtiva, que se complementam. Basta potencializar e colocar de pé”, observou Schwanke.

As ações do projeto fazem parte do Programa Bioeconomia Brasil – Sociobiodiversidade, lançado ano passado pelo Mapa, cujo eixo temático “Ervas Medicinais, Aromáticas, Condimentares, Azeites e Chás Especiais do Brasil” prevê viabilizar alianças produtivas e ampliar o acesso aos mercados.

De acordo com o professor Ângelo Hoff, em dezembro será realizada uma reunião administrativa com representantes de todos os órgãos e entidades envolvidas para instauração oficial do regimento do arranjo institucional.

 

Informações: MAPA

Redação do Jornal Opinião Goiás. E-mails: jornalismo@opiniaogoias.com.br / redacao@opiniaogoias.com.br

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