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Brasil

Especial com Alcivando Lima – NÃO ESMOREÇA, PRESIDENTE

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Imagem/Freepik

 “Não se consegue enxergar o caminho correto quando as estradas estão pavimentadas.”  Bob Marley

Meu avô, inchando a veia do pescoço, falava que eu, destamainho e falador, já tinha uns parafusos bambos na cabeça. Diante d’alguma autoridade, tecia elogios a meu respeito na esperança de alguma delas (a maioria mais besta do que eu) se interessasse por mim, me apadrinhasse pra ver se eu prestasse pra atuar na vida política, ser um Romário no futebol ou cantor sertanejo, arrematava. Certa feita deu um upa desgraçado para impedir que um vigário, recém chegado, não o excomungasse quando, displicentemente, disse ao padre: — Leve esse trem pra tu, dom padre, leve pro seminário, isso é inteligente que só o cão, leve pra tu, vai! — E cá estou a meter o bedelho e vejo que o presidente está certo em interferir na maior empresa do Brasil. Ora, o que não entendo ou entendo (estou convicto que a cada dia amanheço mais burro) que pra ser grande tem que torturar o povo com preços altos? Coisas que acontecem no Brasil: No orçamento da nação prevê a construção de escolas, hospitais, estradas e mil coisas para estes e aqueles lugares. Mas, para este benefício chegar (se chegar) ao seu destino, parlamentares e lobistas trançam os pauzinhos para o executivo liberar o que já é de direito e nesse caminho sinuoso se agrega o custo disto e daquilo e, quando a coisa chega (quando não se perde nas grotas) o treco já custa o triplo do dinheiro a se liberar. Acabaram com o sistema de transporte ferroviário de carga e passageiros em prol do rodoviário que precisa de muito mais petróleo, asfalto, caminhões, pneus, peças, além da manutenção diuturna. Depois de o governo arrumar tudinho se entrega para a iniciativa privada que fatura gordo com o pedágio além dos impostos que o contribuinte há muito vem pagando. Quando o petróleo não era nosso, dávamos conta de importar e pagar a gasolina e o diesel e conseguíamos viver sem muitos atropelos. Depois, descobriu-se que no Brasil tem petróleo às pampas e, pronto, acabou-se o sossego. Criou-se uma gigantesca empresa que exige e exibe diretoria caríssima e mais distribuidoras, mais transportadoras e o preço vai as alturas levanto junto o gás de cozinha, o arroz, o feijão, o óleo, o pão, a carne e o bicho papa o salário do trabalhador que não acompanha a subida e se a empresa não acompanhar o mercado internacional quebra o Brasil, os investidores tiram o time de campo, a imprensa cai de pau no presidente que meteu a colher de pau onde não foi chamado. Vai daqui, vai dali, há muito que se criou o etanol, cem por cento nosso para escapulirmos da tirania dos produtores que, com a autoridade dos antigos imperadores romanos, batem na mesa e gritam, brabos: O preço agora é tanto, tão ouvindo? A criação do etanol melhorou? Uma ova! A gigantesca empresa come tudo. No dia em que eu voltar a ouvir algum político exortando que o petróleo é nosso, me segurem para não mandar o distinto tomar naquele lugar onde os bacanas de hoje mandam tatuar caras e bocas. Combinado?

Presidente, não mexa com a belezura desta empresa, viu? Exultam de lá uns doutores embriagados com a própria sapiência. E o menino, inteligente feito o cão, reforça de cá: Avante Presidente, não esmoreça Presidente!!

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