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Brasil

Especial com Alcivando Lima – UTILIZEM DISPOSITIVOS PARA PARALISAR PESSOAS, NÃO AS MATEM, POR AMOR A DEUS

Imagem/Freepik

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Adote um animal selvagem e mate um homem.” Rubem Fonseca – (escritor).

Grande parte de nós é aficionada por filmes de guerra, mocinhos cowboys contra índios e assaltantes com bandanas triangulares como máscara, policiais contra hordas de facínoras, onde uma metralhadora abate bandidos como um pulverizador dizima chusmas de mosquitos com inseticida bombeado ou borrifado por aviões adaptados para tal fim.

Forças militares (exército, marinha, aeronáutica) com armas de última geração embutidas nos seus canhões, navios e aviões invisíveis, acertam alvos minúsculos a milhares de quilômetros nos mares adentro, nos céus infinitos ou nas lonjuras da terra.

Ver cabeças humanas explodidas por balas de chumbo, cobre, aço, titânio, causa o mesmo frenesi de ver uma abóbora despedaçada por disparos em nome da vida, ato que se metamorfoseia num clímax espantoso, pasmoso, estonteante de vermos uma montanha em alto mar, (esconderijo de comunistas, de poetas que tem a indecência de musicar poemas referente a seios, libido, luxúria ou é abrigadouro de petralhas descarados) derretendo sob fogo cruzado de aviões, navios e submarinos.

Inopinadamente testemunhamos a cena dantesca de um membro de uma força militar, tido fiel e disciplinado, dossiê imaculado, seguidor do cânone militar, carregado de armas para guerra, tirotear o mundo e ser baleado por armas letais por seus irmãos de farda numa resposta ao ataque. Onde já se viu isto, um simples soldado atirar nos seus superiores, nos seus irmãos de corporação, seus irmãos de caserna? Bala nele, ora!

Fala-se em surto psicótico provocada por uma cizânia com superiores ou talvez uma arrelia passional com sua cara metade enchendo-lhe o saco ao dizer que aqueleoutro seu colega é muito mais bonitinho do que tu e este, mais valente que Lampião e Corisco juntos, danou a esparramar bala pra todo lado e só parou quando seus colegas, muito mais machos que todos os cangaceiros juntos, despejaram as cargas dos seus fuzis naquele corpo moldado na disciplina militar, com seu comandante escandindo: Atire nele, atiiire! Atiraram e o mataram. Mataram-no por quê? Está fora de cogitação utilizar algum dispositivo não letal, que não cause danos físicos e mentais? Temos orgulho de fabricar armas letais. Só para imobilizar não damos conta, burrice demais!

Viu-se e leu-se parlamentar incitando sublevação em massa das polícias militares, ensejando intervenção militar. Outra ditadura?

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