Sete blocos do pré-sal são adicionados à Oferta Permanente pela ANP

Decisão pode gerar mais de R$ 220 bilhões em arrecadação e atrair grandes investimentos ao Brasil

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Por Gil Campos: Goiânia, 10 de dezembro de 2024 – O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (10), a inclusão de sete novos blocos do pré-sal no sistema de Oferta Permanente da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A medida permitirá que empresas petrolíferas apresentem propostas para explorar e produzir petróleo e gás nas áreas designadas.

Os blocos adicionados – Cerussita, Aragonita, Rodocrosita, Malaquita, Opala, Quartzo e Calcedônia – estão localizados na Bacia de Santos, região estratégica entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo. As empresas interessadas poderão participar de licitações em regime de partilha de produção, no qual parte dos recursos extraídos é destinada à União, que os comercializa por meio da estatal Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

Impacto econômico e investimentos

O CNPE estima que a inclusão desses blocos pode gerar mais de R$ 220 bilhões em arrecadação durante a vida útil dos projetos, além de atrair aproximadamente R$ 214 bilhões em investimentos no setor.

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a medida é essencial para fortalecer a autossuficiência energética do Brasil e fomentar a economia. “Esses blocos trarão investimentos robustos ao país, gerando emprego e renda. Apenas as receitas de bônus de assinatura somarão R$ 874 milhões para a União, demonstrando a relevância dessa decisão para o desenvolvimento econômico nacional”, destacou.

Blocos na Oferta Permanente e leilão recorde

Os sete blocos se somam aos 17 já disponíveis no sistema de Oferta Permanente, consolidando o programa como um dos principais mecanismos para atrair investimentos no setor energético. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o próximo leilão, previsto para junho de 2025, será o maior em quantidade de blocos sob o regime de partilha de produção.

Regras de conteúdo local fortalecem a indústria nacional

Além da inclusão dos blocos, o CNPE estabeleceu novas exigências para o uso de conteúdo local na construção de navios-tanque no Brasil. A partir de agora, esses projetos deverão alcançar índices mínimos globais de 50% de conteúdo local, abrangendo bens produzidos e serviços prestados no país.

Os requisitos incluem investimentos em engenharia, máquinas, equipamentos, construção e montagem das embarcações. A ANP será responsável por fiscalizar e monitorar o cumprimento dessas metas, que visam incentivar a contratação de fornecedores nacionais, promover a transferência de tecnologia e gerar empregos no setor.

Análise crítica

A decisão do CNPE reflete a busca por equilíbrio entre atratividade para investidores internacionais e fortalecimento da indústria nacional. Com recursos promissores na Bacia de Santos, o Brasil reafirma seu papel como protagonista global na produção de petróleo e gás, enquanto incentiva a geração de empregos e o desenvolvimento econômico interno por meio de políticas de conteúdo local.

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# Gil Campos

Gil Campos, publicitário, jornalista e CEO do Grupo Ideia Goiás e Jornais Associados, é o fundador dos veículos Folha de Goiás, Opinião Goiás e Folha do Estado de Goiás. Com uma visão inovadora e estratégica, ele transforma o jornalismo em Goiás, oferecendo notícias de qualidade, análises profundas e cobertura dos principais fatos no Brasil e no mundo. Fale com Gil Campos: 📱 WhatsApp: (62) 99822-8647 📧 E-mail: [email protected] | [email protected] | [email protected]

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