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Especial com Alcivando Lima – TU TÁ LOUCO?

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Especial com Alcivando Lima - TU TÁ LOUCO?

“Estamos ameaçados por duas calamidades: A ordem e a desordem”.  Paul Valery – 1871/1945 – (filósofo, escritor e poeta francês).

Não bastasse o pandemônio do covid-19, está vindo aí um novo flagelo: Nuvem de gafanhotos, procedente da argentina que poderá arrasar as lavouras do sul brasileiro e espalhar-se para o sudeste e centro oeste, celeiros da humanidade. Segundo a Wikipédia, calcula-se que a espécie humana surgiu há mais de três centenas de milhares de anos na África Oriental. O homo sapiens há pouco mais de 50 mil anos. Na África de hoje, esses zilhões de insetos não durariam mais que uma rodada. Seriam vorazmente devorados pela faminta população. O mesmo aconteceria com a China, Índia e outros países da Ásia e no resto do mundo. Espetinhos de grilos e gafanhotos assados na brasa, crocantes com sal, pimenta e limão.

Questiona-se, com perplexidade, a apatia dessa raça provida de um cérebro altamente desenvolvido para resolução de complexos cálculos matemáticos, química, astronomia e física, deixou-se surpreender por uma porqueirinha microscópica que, à sorrelfa, encantoou a sabedoria e a paz humana, enquanto esta, na sua hedônica megalomania, preocupava-se em fabricar automóveis  de 20 milhões de dólares, iates de dois bilhões, mansões de 500 milhões, ir ao espaço e descortinar novos planetas, estrelas, galáxias, o diabo a quatro, sem nenhum desvelo para com a saúde no planeta Terra, sobretudo no combate a uma pandemia com a dimensão universal e o vírus, aproveitando a bobeada, encastoou-se em todas as camadas e foi ceifando vida preciosas de milhares de médicos e enfermeiros, além de milhões crianças, jovens e idosos, estes últimos mais vulneráveis por serem portadores de comorbidades. Muitos cientistas alertaram sobre a falta de recurso humano e aparato para enfrentar uma pandemia no planeta Terra. Tem que se fazer um tranca rua, um isolamento onde ninguém deve relar-se no outro e todos passarão a usar uma desgrama de máscara, um incomodativo apetrecho que dói as orelhas, um treco que os só bandidos dos filmes de cowboy e o João Bafo de Onça, dos gibis do Tio Patinhas usavam. Essa coisa — contra-argumentaram os magnatas, os caudilhos, os chefões  — vai travar a economia, o emprego, a produção, o mundo vai parar e a fome alastrar e minhas empresas vão pro beleléu, aihaihaihai, isso não, isso num pode não, vixe maria, me acuda meu Padim Ciço, que será de mim Ó santa mãe dos pobres! — Não, não vai travar nada, não! — Ressoa de lá uma voz — é um isolamento social para dar tempo de se pensar no que nunca se tinha pensado e em uníssono ouve-se um urro de cá: — Tu tá louco?… Vesgo pela insolação?… Prisão de ventre?… Hemorróida estufada?… Glicemia bagunçada?… Comichão no toba?… E a economia, heim?… E a?… E o?…E isso?… E aquilo?… E aquiloutro?

Catatônico, vejo um mundão de gente nas feiras degustando pastel com garapa, enfrentando filas nos shoppings, se espremendo como gata parindo no embarque nos ônibus entupidos de gente, caminhado hipnotizada para o abatedouro como se gado fosse e isso me remete ao escritor britânico Aldous Huxley, (1894/1963) contendendo um jornalista: — E se a terra for o inferno de outro planeta?  

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