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Especial com Alcivando Lima – PREITO À Dra. SÔNIA NOGUEIRA DE OLIVEIRA

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De pé: Rosiron Wayne de Oliveira Filho, Rose-Merce de Oliveira, Rose-Max Wayne de Oliveira, (Cap Wayne) Sentados: Sônia Nogueira de Oliveira e Rosiron Wayne de Oliveira. Imagem/Alcivando Lima

“Todas as riquezas do mundo não valem um bom amigo”. Voltaire – (escritor/filósofo francês)

Diligente nos seus labores, o jornalista David Borges da Silva, deleitava-se com a beleza de um sol nascendo esparramado na região leste de Goiânia no verão de 2007e, sensível e afeito às inspirações poéticas, a imagem diáfana instilou-o a escrever algo memorável, nascendo assim um compêndio lapidar, explícito, cujo título “Rosiron Wayne – A Trajetória de Um Guerreiro” identifica e reconhece trechos da vida familiar, funcional e pública de uma figura impar na história política de Goiás, abrangendo a segunda metade do século XX aos primórdios do segundo decênio do século XXI. Rosiron deixou, para agrura e consternação de todos nós, a vida terrena no outono de 2015.

Nessas mais de cinco décadas de convivência diuturna, numa comunhão espiritual e simetria de vida, estava Sônia Nogueira de Oliveira, com os olhos brilhando sabedoria, decisão, alegria, não importando se o tempo era tenebroso, a luz fulva ou translúcida; esteada nos preceitos Cristãos, seguiu varrendo, aromando e iluminando os caminhos dos entes queridos, revelando-lhes uma topografia que indicava montanhas a escalar, revoltos mares a singrar e pântanos e areias movediças a desviar, ela, Sônia Nogueira de Oliveira, bravamente lá estava, infatigável, amparando o marido Rosiron Wayne, aninhando os filhos Rosiron Wayne de Oliveira Filho, Rose-Merce de Oliveira e Rose-Max Wayne de Oliveira (Capitão Wayne), os netos Jhonatan Augusto Wayne de Carvalho, Luiz Felipe Alves de Souza Wayne, Juliano Augusto Wayne de Carvalho, Rosiron Wayne de Oliveira Neto, Jordana Falcão Wayne, Caio Falcão Wayne, Lucas Falcão Wayne e mais a bisneta Júlia, recém chegada.

Sônia Nogueira de Oliveira, companheira, mãe-amiga, psicóloga por formação, arquiteta-paisagista, escultora, pintora, ceramista e botânica por vocação, nos brindou com sua altaneira presença por mais de sete decenários sem demonstração crepuscular da vida; paradigmática, apesar da indescritível dor pela morte do filho Rosiron Wayne de Oliveira Filho, mostrava-se desvelada na condução de vida e de importantes cargos exercidos num curto período, quando Presidente da Câmara Municipal, o marido, Rosiron Wayne de Oliveira, assumiu a Prefeitura de Goiânia e, alicerçada em seus conhecimentos técnicos científicos, minorou e impediu que os enjeitados se sucumbissem na máquina de moer gente, proveu soluções àqueles desprovidos dos elementares meios de sobrevivência, o que lhe rendeu epítetos carinhosos de mãe amorosa, amiga mensageira da paz.

Dia oito de fevereiro de dois mil e vinte e um, dia lúgubre em que as estrelas, num murmúrio plangente não cintilaram e se esconderam em negras nuvens, em protesto pela ceifa da vida da sempre elegante, sobranceira e excelsa dama Sônia Nogueira de Oliveira, causada pela maléfica ação da corona vírus que apitou funesto, inflexível, seu inexorável mau augúrio e uma tristeza invencível nos abraçou e nos deixou desgostosos, consternados, contristados a rogar misericórdia de Deus Pai e discernimento para as autoridades acelerarem o processo de contenção desse mortal vírus que está a dizimar, principalmente, a quem soube fazer o bem, a quem aprendemos a amar.

Alcivando Lima é escritor.

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