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Especial com Alcivando Lima – NÃO NOS ESQUEÇAMOS DE QUEM PROPORCIONOU, A TODOS, UM LUGAR AO SOL

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Especial com Alcivando Lima - NÃO NOS ESQUEÇAMOS DE QUEM PROPORCIONOU, A TODOS, UM LUGAR AO SOL

“A gratidão tem memória curta”. Benjamin Constant

Maio de 2020, dia 11, Aparecida de Goiânia comemorou o nonagésimo oitavo ano da sua fundação, terra onde o então prefeito Freud de Melo munindo-se dum cinzel (seu staff) esculpiu aquela rocha (Aparecida de Goiânia), lapidou, relimou, e moldou o patinho feio na formosura de um Cisne Real, da menina mirrada e feia, à rainha da beleza que atraiu e atrai milhares de gentes e a mãezona, (Aparecida de Goiânia) os acolhe sem se importar com raça, nacionalidade ou credo.

Maio de 2020, dia 11, já pulado da cama, contemplei a aurora até virar uma luz profusa naquela manhã outonal que me fez lembrar São João Bosco sonhando que viajava à America do Sul e nesse onirismo visualizou, entre os paralelos 15º e 20º, um lugar que imaginou ser o paraíso, a terra prometida, terra que hoje é Brasília, nossa Capital Federal e isto refletiu na minha memória a pugna diuturna dos irmãos Freud e Tanner de Melo na conquista de status de cidade para a antiga Goialândia. Freud de Melo, advogado, jornalista e empresário, edita, em 2002, com uma fluidez e competência que lhes são peculiares, o livro intitulado “APARECIDA DE GOIÂNIA DO ZERO AO INFINITO” onde narra os fatos reais e importantes da fundação ocorrida em 11 de maio de 1922 e da sua emancipação em 14 de novembro de 1963; enaltece o companheirismo e a tenacidade de Antonio e Francisco Elias de Deus, Benedito Batista Toledo, Licídio de Oliveira, Elmar Arantes Cabral, José Barroso, Gentil Goiano Brasil e Alfredo Alves Garcia e mais dezenas de outros ilustres personagens que acataram, acolheram e assentiram que Freud de Melo, membro do quadro do fisco goiano e experiente nos serviços cartorários, peregrinasse no cipoal da burocracia para a sagração desse ímpeto, ocorrido no dia 02 de novembro de 1963, dia de finados.

Enfrentar o cenho franzido de Pedro Ludovico e convencê-lo a autorizar a emancipação, era tarefa para sentir bambeza nas pernas; o grande estadista, depois de ouvir a altaneira explanação do não menos altanado Freud de Melo e de saber que aqueles dois altivos rapazes representavam uma comunidade que lhes confiaram a intrépida missão de expressar ao supremo comandante sua vontade de gerir seu próprio destino e ao saber que ambos eram filhos do amigo e correligionário Mário Melo, fundador de Marilândia, atual Aurilândia, Pedro Ludovico, no alto da sua autoridade e numa voz solene de magistrado, disse-lhes: Vou conceder a emancipação de Aparecida porque você Freud e você Tanner, descendem de um baluarte que conheço bem, é um companheiro leal. Incontinenti redigiu num papel 10×10 um pedido para o professor Venerando de Freitas Borges tomar as devidas providências junto à Assembléia Legislativa, presidida à época pelo jovem deputado Iris Resende Machado. Como de praxe, alguns deputados criaram óbices, exigindo agudeza de espírito dos perspicazes irmãos Melo e estes digladiaram no Coliseu romano, passaram por corredores poloneses e atravessaram rios apinhados de piranhas ávidas de sangue para, finalmente, brandir o decreto de emancipação de Aparecida de Goiânia publicado no Diário Oficial do Estado de Goiás em 14 de novembro de 1963, recebendo o número 4.927.

Desde então, a outrora e merencória cidadezinha de menos de 2.000 (duas mil) aguerridas pessoas vem elegendo democraticamente seus administradores. O pioneiro foi Tanner de Melo, pai do competente engenheiro civil Tanner de Melo Júnior, vice-prefeito do então prefeito Maguito Vilela. Sucederam-no Licídio de Oliveira, Elmar Arantes Cabral, Freud de Melo, José Fabiano, Norberto Teixeira, Sebastião Viana, Ademir Menezes, José Macedo e o ex-senador e ex-governador Maguito Vilela. O atual é o jovem aparecidense, o arguto e leptosomático Gustavo Mendanha que administra uma megalópole de mais de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, exigindo do regente habilidade de um timoneiro na condução duma antiga chalana, ou gaiola, jangada ou mesmo um saveiro transmutado num transatlântico intercontinental que está a vagar num oceano proceloso pela escassez de recursos materiais e financeiros.

Portanto, exultantes, agradecemos a Deus, por comemorarmos os noventa e oito anos da sua fundação, mas não nos esqueçamos que em 14 de novembro de 2020, celebrar-se-á o quinquagésimo sétimo aniversário da sua emancipação e essa efeméride merecerá, para gáudio dos que ainda vivem e de seus pósteros, agradecimentos a quem proporcionou os fados benfazejos que tornaram possíveis, a todos, ter um lugar ao sol.

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