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Goiânia

Especial com Alcivando Lima – HÁ MANEIRAS DE TODOS IREM AO POTE

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Imagem/Freepik

“O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: Se eu fosse você…” Rubem Alves – Psicanalista, educador – 1933/2014

Os que obedecem à ciência são olhados de rabo-de-olho por uma grande parte dos humanos e a cuca dos cientistas vira mingau para criar algo a fim de dar cabo ao execrável Coronavirus. Contudo, perdem o fôlego ao verem — dentro da área da saúde — uma total descrença nas vacinas e em medicamentos que venham esboroar os malefícios desse flagelo que nos atormenta.

Há milênios que se combate males que assolam os povos da Europa, América, Ásia, África, Oceania e demais cantos do mundo. O bicho homem, na sua ganância por lucros, sua interminável busca por alimentos, seu hedonismo e “sofrência”, se multiplica e maltrata a natureza e ela, em choros purulentos, gera, a partir do nada, organismos patogênicos que promovem arrastões funestos iguais aos do homem na devastação das matas, do ar e das águas.

Batalhados, porém não vencidos, os micróbios, estão a rondar os humanos e eles, microrganismos, percebendo brechas, atacam numa ferocidade tigrina, ensejando criação, após plangentes baixas de notáveis mulheres e homens, de imunizantes que aplaquem a braveza devastadora. Contudo, o bandido das mil caras aproveita o ajuntamento das pessoas que não seguem medidas sanitárias nos estádios, templos, ônibus urbanos, aeroportos e festas e pimba, investe mais uma vez e mais outra e ceifa vidas e mais vidas. Ô diacho!

Sob mil alegações ou por falta delas, muitos são assaltados por roxos vergões na pele e uma diabólica coceira passa a atormentar-lhes a região anal; o machão borra de medo de falar fino e aquela tetéia cisma que sua linda e entoada voz, poderá ganhar tons de trovão ao dar um simples “bom dia”, “boa noite”; todos pelam de medo da contaminação por terríveis doenças que os transformem em feras se acatar este ou aquele procedimento. Outros seguem seus líderes (políticos ou religiosos) que lhes confortam mediante um vultoso donativo com registro na sua (dele) ficha para quando, no final dos tempos, for chamado para prestar conta dos pecados e não ter, numa provável sentença, que colocar o seu (dele) oritimbó em riba da cerca pra urubu bicar.

Todavia, sugiro que não nos preocupemos, pois há maneiras de todos irem ao pote se nos dignarmos a divulgar nas rádios, revistas, jornais, televisões, estádios, templos, portos e aeroportos o efeito de uma (que dirão duas ou três doses) desta ou daquela vacina, desta ou daquela pílula para um embolorado velhote tornar-se um fogoso metrossexual aqui e alhures ao ponto de se ter de amarrá-lo num poste e, com um funil, forçá-lo a beber baldes de chá de camomila, erva cidreira, etc; da mesma forma acontecerá com aquela esmolambada e sem-graceza de mulher que se tornará uma boniteza de bumbum empinado e olhar libidinoso. Mas, o inusitado, a bomba atômica, veio dos lados da Groenlândia e de outras bandas, afirmando que a vacina não é patuscada, é coisa fina e, se tomar direitinho as três doses, o bilau, em casos excepcionais, pode até dobrar de tamanho, o que provocou, (é claro), terrível engavetamento no trânsito, tumulto nos templos, bagunça no transporte aéreo, terrestre e marítimo e poderemos chegar a ver (queira Deus não), pugilatos de homens e mulheres com um enfiando o dedo no olho do outro na disputa pela vacina nos postos de saúde e nas vans que vacinam aqui e ali, aumentando, (é lógico), a possibilidade das pessoas aparecerem enfaixadas em gazes e esparadrapos. Aguardemos, pois.

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Alcivando Lima é escritor. Os artigos são de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do veículo.