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Brasil

Especial com Alcivando Lima – A JABIRACA E O MOCORONGO

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“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta”. Albert Einstein

Aprendemos, na tenra idade, que cidadania é a posse de direitos civis, políticos e sociais. Entretanto, ouvimos, vemos e lemos que alguns homens ou mulheres, nascidos em berços de ouro ou nos cafundós do Judas, costumam esfregar nas nossas fuças uma muleta que, sem ela, fica impotente o homem e insípida, inodora e incolor a mulher. Eles juram que o mortal comum deve render-lhes reconhecimento, uma adoração santanária pelas supostas duras provas pelas quais passaram, com alguns conseguindo louváveis títulos acadêmicos. Mas nunca lembram e sempre esquecem que quase mataram de susto aquela pobre mãe que teve que rasgar um tanto assim para passar aquele cabeção vindo das suas mais recônditas intimidades e mesmo assim, o mocorongo e a jabiraca, foram paparicados e empoados com talco no bumbum, receberam zilhões de beijinhos e ouviram zilhões de vezes que coisinha mais linda da mamãe, deus do céu. Do pai, muitas vezes receberam pé-na-bunda, acompanhado do refrão: Vai trabalhar vagabundo!

Uma grande parte engole um naco de abóbora dourada e ficam com o rei na barriga e passam a desdenhar daqueles que, por obrigação que se lhes impõe o cargo, lhes abordam com o sentido de desmanchar uma irritante festa regada a drogas lícitas e muitas outras ilegais ou lhes advertem que nos tempos de covid-19 tem que se usar máscara na cara para não aspergir gotículas salivares contidas de peste e nem empestear a atmosfera ao nosso redor.

Mas, por pensarem que são lindos demais e terem a eterna proteção das suas mães, estes não aceitam e não admitem que nenhum bangalafumenga municipal, estadual ou federal, se aproxime e lhes dirija a palavra sem sua devida licença, notadamente aqueles que ele supõe não ter um pomposo título acadêmico que ele, o mocorongo possui e é amancebado duma jabiraca que, por ter passado um tiquinho da hora de nascer nasceu esquizofrênica e por um psssppssss, um pspspsssss de nada nascia grunhindo, latindo ou coaxando e ao ouvir alguém citar cidadão, me ouça cidadão, calma cidadão, ela não aguentou e possessa retrucou: Ele é melhor que tu que é um xexelento, um berdamerda, você tem cara de comunista, nariz de comunista, orelhas de comunista, fala como um comunista e tem jeito de mocorongo comunista, um pau mandado, um sicofanta, um biltre, um patife libidinoso, um petralha desqualificado e cidadão é a p… que te pariu, ta ouvindo? Dá vontade de te amarrar numa égua piolhenta, tacar gasolina no rabo da égua e meter fogo pra ver você sumir da minha vista indo pros quintos dos infernos, ta ôquêi?

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