Saúde: segundo (OMS) é estado de completo bem estar físico, mental e social

Há algum tempo, venho incansavelmente escrevendo e falando através dos meus Artigos, e também nas palestras realizadas nas escolas, sobre a enorme importância da “Afetividade  entre alunos e professores” e  que, somente com  afetividade entre professor/aluno é que vamos alavancar o ensino como um todo. E não como notamos, que: o aluno observa o professor e vê um feroz adversário e o professor vê o aluno e imagina que ele é um problema para a humanidade!

Quando mostramos como o carinho, respeito, dignidade e profissionalismo com excelência atuam para conduzir todos por um caminho de sucesso, e  claro, quando  é colocado em prática, muda á direção de tudo, e é fácil notar o  desenvolvimento de ambos!

Mas hoje, quero dividir uma experiência vivida por mim dentro de um Hospital aqui em Goiânia, que é o Hospital Renaissance, que por dias foi alvo de duras críticas e acusações, que ganharam manchetes na mídia.

O assunto que desejo compartilhar é sobre os 23 dias que passei dentro do Hospital Renaissance, entre meados de dezembro 2016 até 5 de janeiro do ano corrente.

Nesse período dentro do Hospital, fiquei como acompanhante de um Tio, que reside no interior do estado, e teve um problema grave de saúde e foi conduzido ao Hospital Renaissance. E por lá foi atendido e tratado desde então, sendo vários dias na UTI, depois já com um quadro de melhora, mas ainda inspirando cuidados, permaneceu mais alguns dias na UTI Humanizada, e logo, foi para o quarto de onde dias depois teve alta médica e retornou para casa!

Então gostaria de voltar ao início do Artigo, onde comentei sobre a importância do carinho, respeito, afetividade e profissionalismo com excelência. Foram esses adjetivos que acabei de citar,  que encontramos no Hospital Renaissance.

Todos, sem nenhuma ressalva dentro do hospital Renaissance estão de parabéns:  Médicos, direção, pessoal de apoio com as macas, enfermeiras, técnicas em enfermagem, psicólogas, nutricionistas, fonodiólogas, fisioterapeutas, atendentes, funcionários ligados a UTI e  outros profissionais que fazem com quê o paciente e seus familiares se sintam seguros e convictos que está tudo sendo feito para  que o paciente e familiares tenham um atendimento de excelência. Pesquisei sobre o quadro de funcionários, e soube que são em torno de (240) funcionários, divididos entre turnos. O hospital foi fundado no ano de 2005 com sociedade de um grupo.  Desde 2010 o Hospital Renaissencia possui nova administração!

Jamais percebi num Hospital, tamanho comprometimento com a reabilitação de um paciente como no Renaissance. Fiquei por muitas vezes na recepção conversando com familiares de outros enfermos ali internados nos apartamentos, enfermarias, UTI, ou sendo atendidos na unidade de emergência. Todos comentaram sobre atendimento de excelência e com imenso carinho da direção do hospital com as famílias que ali se encontravam buscando informações sobre seu familiar. Outro fato que é importante ressaltar, é que não há qualquer tipo de preconceito no Hospital Renaissance, algo repudiante que é corriqueiro em hospitais Brasil afora.

Cada etapa pela qual o paciente passa é devidamente notificada para ele ou seus familiares, para que ele tenha conhecimento de cada ato ou novidade existente em seu processo de tratamento. O atendimento do Renaissance passa pela humanização, ao saber informar, orientar, acompanhar e acolher.

Imaginava eu que a cada dia que uma pessoa passe na UTI envelheça dez. Para os familiares mais próximos, para cada visita, três dias de envelhecimento, com angústias, preocupações e dúvidas sobre o futuro. Ou melhor dizendo, o dia seguinte, pois ‘futuro’ em UTI é algo muito distante. Vai se vivendo, dia após dia, em uma aflitiva roda de minutos. Mas o Hospital Renaissance faz com que isso não aconteça, e que a fase dramática seja amenizada com dedicação dos médicos, funcionários e informações constantes.

A importância do respeito, afetividade, carinho e profissionalismo com excelência, deve estar com certeza, em todos os segmentos da sociedade, não tão somente entre professor/aluno, mas também como citei,  Médicos / pacientes, hospital/ familiares e tantos outros segmentos de prestação de serviços, que notamos que sempre há discórdias e batalhas por nada, guerras gigantescas travadas, onde jamais há vencedores, somente fracassados.

O atendimento humanizado tem o paciente como o principal protagonista dentro do mercado da saúde, levando em consideração o seu ponto de vista, as suas necessidades e seus anseios.

Mas Afinal que é uma UTI?

Uma unidade de tratamento intensivo (UTI) ou unidade de cuidados intensivos (UCI) é uma estrutura hospitalar que se caracteriza como “unidade complexa dotada de sistema de monitorização contínua que admite pacientes potencialmente graves ou com descompensação de um ou mais sistemas orgânicos e que com o suporte e tratamento intensivos tenham possibilidade de se recuperar”.  O profissional que se dedica a esta modalidade de atendimento chama-se intensivista.

A UTI é, juntamente com a Unidade Semi-Intensiva e a Unidade Coronariana (UCO), uma das 3 unidades do Centro de Terapia Intensiva (CTI). Na UTI ficam os doentes mais graves, que requerem mais cuidados que na Semi-Intensiva. Já para a UCO são mandados aqueles doentes que apresentam algum problema cardíaco.

A UTI nasceu da necessidade de oferecer suporte avançado de vida a pacientes agudamente doentes que porventura possuam chances de sobreviver, destina-se a internação de pacientes com instabilidade clínica e com potencial de gravidade. É um ambiente de alta complexidade, reservado e único no ambiente hospitalar, já que se propõe estabelecer monitorização completa e vigilância 24 horas.

As doenças são inúmeras o que torna muito difícil a compreensão de todas elas. Porém, os mecanismos de morte são poucos e comuns a todas as doenças. É atuando diretamente nos ditos mecanismos de morte que o médico intensivista tira o paciente de um estado crítico de saúde com perigo iminente de morte, pondo-o numa condição que possibilite a continuidade do tratamento da doença que o levou a tal estado (doença de base).

Os exemplos mais comuns de doenças que levam a internação em UTI são: Infarto – Desconforto respiratório – Acidente vascular cerebral – Hipotensão arterial refratária – Ainda é função da UTI amenizar sofrimento tais como dor e falta de ar, independente do prognóstico.

Os profissionais que atuam nestas unidades complexas são designados intensivistas. A equipe de atendimento é multiprofissional e interdisciplinar, constituída por diversas profissões: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, terapeuta ocupacional, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Não sendo admitidos no setor auxiliares de enfermagem devido a alta complexidade.

As UTI a partir da década de 1930 transformaram o prognóstico, reduzindo os óbitos em até 70%. Hoje todas especialidades utilizam-se das unidades intensivas, principalmente para controle de pós-operatório de risco.

É muito importante tanto para o paciente como para família compreender a UTI como etapa fundamental para superação da doença, porém tão importante é aliviar e proporcionar conforto independente do prognóstico.

A equipe está orientada no respeito a dignidade e autodeterminação de cada pessoa internada, estabelecendo e divulgando a humanização nos seus trabalhos, buscando amenizar os momentos vivenciados através do paciente e família.

A UTI é sem dúvida muito importante para o avanço terapêutico, porém impõe nova rotina ao paciente onde há separação do convívio familiar e dos amigos, que pode ser amenizada através das visitas diárias. Outro aspecto importante é a interação família-paciente com a equipe, apoiando e participando das decisões médicas.

Portanto, parabenizo novamente o Hospital Renaissance pela conduta com seus pacientes. Pela própria situação em que se encontra, o paciente é um cliente fragilizado, carente e cada detalhe da relação do profissional de saúde com ele é de extrema importância para sua recuperação. Está mais do que comprovado que o paciente sente-se mais confiante, mais envolvido, mais cuidado quando ele é visto e tratado com uma pessoa e não como uma senha ou um número.

Além disso, o tratamento humanizado, personalizado, faz com que o quadro clínico tenha uma evolução satisfatória, já que alterações emocionais também afetam o aspecto fisiológico. Lembrando a definição da palavra saúde, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), como o “estado de completo bem estar físico, mental e social”.

 

André Júnior – Membro UBE – União Brasileira de Escritores –  Goiás – [email protected]

Mostre mais

André Júnior - Opinião Pública

André Júnior – Membro UBE – União Brasileira de Escritores

Um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Fechar