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São Paulo: Juíza Tais Ferracini nega liminar de habeas corpus aos empresários Joesley e Wesley Batista

São Paulo: Juíza Tais Ferracini nega liminar de habeas corpus aos empresários Joesley e Wesley Batista
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São Paulo: Juíza Tais Ferracini nega liminar de habeas corpus aos empresários Joesley e Wesley Batista
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São Paulo: Juíza Tais Ferracini nega liminar de habeas corpus aos empresários Joesley e Wesley Batista. Os irmãos foram sentenciados a mandados de prisão preventiva da  Operação ” Acerto de Contas”, da 2ª fase “Tendão de Aquiles”, sob suspeita de manipular o mercado financeiro e o dólar usando informações privilegiadas de sua própria delação premiada

Jornal Opinião Goiás: 15 setembro 2017 – 16:44

Na sexta-feira (15), a juíza federal Tais Ferracini, que foi convocado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região de São Paulo, decidiu negar a liminar de habeas corpus aos empresários Joesley Batista e Wesley Batista.

Os irmãos foram sentenciados a mandados de prisão preventiva da  Operação ” Acerto de Contas“, da 2ª fase “Tendão de Aquiles“, sob suspeita de manipular o mercado financeiro e o dólar usando informações privilegiadas de sua própria delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.

A juíza Tais Ferracini substituiu o desembargador federal Mauricio Kato na 5 ª turma.

Wesley Batista foi preso na prisão da Polícia Federal em São Paulo desde quarta-feira (13).

Joesley Batista é o alvo de dois mandados de prisão. No domingo (11), o empresário e executivo Ricardo Saud do Grupo J & F foi temporariamente detido sob aviso do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal por suspeita de violação de sua delação premiada. Na quinta-feira (14), o ministro ordenou a detenção preventiva dos executivos.

Joesley foi preso na prisão da Polícia Federal em Brasília – Distrito Federal. Esta sexta-feira (15), o empresário foi transferido para São Paulo. Joesley será ouvido na audiência preventiva sobre à operação “Tendão de Aquiles”.

Na operação Tendão de Aquiles, os empresários Joesley e Wesley Batista são investigados por uso indevido de informações privilegiadas em transações no mercado financeiro ocorridas entre abril e 17 de maio de 2017, data da divulgação de informações relacionadas à delação premiada assinada pelos executivos e Procurador-Geral da República. A especulação financeira gerou milhões de lucros para os informantes, diz a Polícia Federal.

A defesa dos empresários tinha protocolado o habeas na quinta-feira (15), no Tribunal de São Paulo, solicitando a libertação imediata. Os advogados dos executivos apontaram para “ilegalidade nas prisões”.

A petição foi assinada pelo criminologista Pierpaolo Bottini e explicou que “a liberação de ambos não apresenta risco de insider trading e que não há nenhum fato novo para justificar a medida drástica”. A defesa citou “a ausência de qualquer fato contemporâneo que apresente a necessidade de segregação relacionada ao crime de insider trading ou à sua busca”.

 

COM A PALAVRA, A DEFESA DE JOESLEY BATISTA E WESLEY BATISTA

“A defesa dos empresários Joesley e Wesley Batista apelará no Superior Tribunal de Justiça ainda hoje 15/09/2017 da decisão que não concedeu a liminar na petição de habeas corpus dos empresários”.

“A própria decisão reconhece a ausência de um fato novo que justifique a prisão”.

“A inexistência de qualquer outro preso no Brasil para o julgamento de informações privilegiadas revela uma excepcionalidade no mínimo curiosa”.

 

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