“O lugar das mulheres é no Esporte… ou onde elas quiserem!”

Apesar dos avanços nas discussões de gênero na sociedade, a inserção das mulheres no esporte ainda é vista como tabu. Em pleno século XXI as mulheres entusiastas do esporte são taxadas, julgadas e desencorajadas, na maioria das vezes vinculando o esporte feminino a padrões de beleza e estereótipos de corpo. A militância do feminismo hoje transcende os campos políticos  mas também visa a garantia da igualdade em todas dimensões, inclusive ao acesso igualitário a Cultura Corporal (COLETIVO DE AUTORES, 1992).

Pasmem, a visão machista tristemente ainda hegemônica deve ser superada, e que as mulheres desportistas comecem a ser valorizadas pelo talento e competência é não como objetos de desejo ou por padrões de beleza. Acho válidos certos questionamos, que por muitas das vezes nos levam a refletir acerca da realidade que vivemos. Já pararam para pensar o porquê dos uniformes minúsculos das atletas olímpicas? A forma que é filmada uma partida de Voleibol Feminino? Qual o tempo dedicado nos telejornais ao esporte feminino? Nas escolas são oferecidas as mesmas formas de vivência para meninos e meninas?

Pois bem, para Helal (1990) o esporte vai muito além de quem está praticando-o, pois esse ele é entendido como um fenômeno sociocultural de direito de toda humanidade, e não apenas de um dos sexos. Não estou me referindo apenas à dimensão do rendimento, mas também ao cenário educacional, do lazer, da saúde, entre outros. A velha história estereotipada sobre aquilo que é de menino e aquilo que é de menina já está mais do que ultrapassada principalmente no que diz respeito as práticas corporais. Todos e todas têm o direito de acesso a tudo que a Cultura Corporal (Esportes, Lutas, Jogos & Brincadeiras, Dança, Capoeira, Entre outros) tem a oferecer, seja uma menina que queira praticar os jabs do boxe ou um menino que sonha com seus pliés no Balé.

A equidade no esporte possibilita uma compreensão ampliada de corpo, cultura e objetivação humana, transpondo assim o entendimento limitado e taxativo do que cada sujeito é capaz (ADELMAN, 2003). Aproveitando o mês de Março, que simboliza a luta das mulheres em nossa sociedade, evidencio que nós Professores somos aliados a essa causa e temos grande responsabilidade na formação de nossas jovens, o empoderamento feminino deve ser garantido em sua mais tenra idade.  Espero que um dia essa luta tenha total êxito e coloquemos de vez na cabeça de todos que o lugar da mulher é onde ela quiser. Feliz dia da Mulher!

 

Leonardo Andrade – Professor, pesquisador e palestrante.

[email protected] / @leoandrade118

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