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Jornal Opinião Goiás – O maior fabricante de automóveis do mundo convencido de um retorno para os motores a diesel

"Estou convencido de que o diesel está experimentando um renascimento", disse Matthias Mueller.

O chefe executivo da maior fabricante de automóveis do mundo, a Volkswagen, disse na terça-feira que estava convencido de um retorno para os motores a diesel, dois anos e meio depois que a empresa admitiu a transformação de emissões em grande escala.

“Eu não só espero que o diesel não seja falado com a morte, estou convencido de que o diesel está experimentando um renascimento”, disse Matthias Mueller aos jornalistas em Berlim.

Enquanto a montadora se envolve em um impulso maciço para desenvolver novos modelos elétricos e híbridos, “criaremos as condições técnicas para conceitos de acionamento e conceitos de veículos elétricos existentes para coexistir”, acrescentou.

Nos próximos cinco anos, a VW planeja gastar mais de 34 bilhões de euros (US $ 42 bilhões) em pesquisa e desenvolvimento e investimentos em sua gama de projetos futuros, desde carros elétricos até a condução autônoma.

Mas, no mesmo período de tempo, o grupo de Wolfsburg vai bombear mais de 90 bilhões de euros em motores tradicionais de diesel, gasolina e gás natural, com uma nova geração de motores de combustão interna para lançamento no próximo ano.

“Estamos investindo fortemente na mobilidade de amanhã, mas sem negligenciar as tecnologias e veículos atuais que continuarão a desempenhar um papel importante por décadas”, disse Mueller.

– Lucros ainda altos –

A participação de mercado da Diesel na Alemanha caiu para apenas 33 por cento desde setembro de 2015, quando a Volkswagen admitiu testes de regulação de engano para emissões nocivas em 11 milhões de veículos em todo o mundo.

Fallout from the scandal custou 3,2 bilhões de euros no ano passado, disse em fevereiro, mas não impediu a reserva de 11,4 bilhões de euros em lucro – em torno do mesmo nível que o ano anterior “dieselgate” tornou-se público.

A “questão do diesel”, como o grupo rotula, continua a ser um dos quatro principais desafios do grupo para o próximo ano.

Enquanto isso, o chefe de finanças da VW, Frank Witter, disse aos jornalistas na terça-feira que o grupo “leva muito a sério” ameaças protecionistas do presidente dos EUA, Donald Trump.

As tarifas planejadas nas importações de aço e alumínio para a maior economia do mundo teriam apenas um efeito “insignificante” na VW, disse Witter.

No entanto, “ainda há outras questões tarifárias a serem discutidas”, lembrou Witter, em uma referência à declaração da Trump de que ele iria taxar as importações de automóveis da Alemanha se a União Européia reagisse em espécie às suas taxas de renda na fronteira.

“É importante que o diálogo seja mantido e para que não haja” corrida de armamentos “(porque) acredito que nesse caso haverá apenas perdedores”, disse Witter.

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# Rafael Silva

Rafael Silva é jornalista.

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