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Jornal Opinião Goiás – “Green Book” tira principal Oscar do Netflix em noite de música e diversidade

O filme “Green Book: O Guia” triunfou sobre “Roma” e ficou com o Oscar de melhor filme no domingo, negando ao Netflix o direito de se gabar de ser o primeiro serviço de streaming a derrotar Hollywood em seu próprio território.

O mexicano Alfonso Cuarón foi escolhido como melhor diretor por “Roma”, crônica em preto e branco sentimental de sua infância, e o filme levou dois outros Oscars, inclusive o de melhor filme em língua estrangeira.

A maior surpresa da noite aconteceu quando a britânica Olivia Colman conquistou seu primeiro Oscar pela interpretação da petulante rainha Anne na comédia de época “A Favorita”, derrotando a suposta predileta Glenn Close por seu papel em “A Esposa”.

“Isto é genuinamente bastante estressante! É hilário”, disse Olivia, visivelmente surpresa. “Glenn Close – você é meu ídolo há tanto tempo, não é assim que eu queria que fosse”, disse ela à colega sentada na plateia.

Rami Malek venceu por sua interpretação do falecido líder do Queen, Freddie Mercury, no musical “Bohemian Rhapsody”. O filme foi o maior vencedor no geral, levando quatro estatuetas, e também deixou sua marca na premiação quando o grupo se tornou a primeira banda de rock a abrir a cerimônia.

“Eu posso não ter sido a escolha óbvia, mas acho que deu certo”, brincou Malek, o mais cotado a receber o prêmio.

OSCAR NEM TÃO BRANCO

Também foi uma noite de grande diversidade, já que os negros Mahershala Ali e Regina King foram agraciaados com os prêmios de atores coadjuvantes, Spike Lee venceu pelo roteiro adaptado de seu título sobre a Ku Klux Klan, “Infiltrado na Klan”, e o norte-americano Malek é filho de pais egípcios.

“Pantera Negra”, que tem um elenco predominantemente negro, saiu com três Oscars, inclusive de melhor figurino, por seu retrato do reino africano glorioso e fictício de Wakanda.

“Green Book”, que trata da amizade improvável entre um pianista negro e seu motorista branco durante uma turnê pelo sul segregado dos Estados Unidos nos anos 1960, ainda rendeu os prêmios de roteiro original e ator coadjuvante para Ali.

A cerimônia aconteceu sem um apresentador pela primeira vez desde 1989, mas foi repleta de números musicais vigorosos de Queen, Bette Midler e Jennifer Hudson. Lady Gaga e Bradley Cooper fizeram um dueto intimista da canção “Shallow”, do filme “Nasce Uma Estrela”, que deu à cantora seu primeiro Oscar.

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