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Jornal de Goiânia – Sofisticação do ataque do Sri Lanka apontam para ligações estrangeiras

# Ana Rodrigues

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Jornal de Goiânia - Sofisticação do ataque do Sri Lanka apontam para ligações estrangeiras

A escala de sofisticação dos ataques do domingo de Páscoa a igrejas e hotéis no Sri Lanka sugeriram o envolvimento de um grupo externo como o Estado Islâmico, disse o embaixador dos EUA na quarta-feira, quando o número de mortos nos atentados subiu para 359.

O grupo militante do Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelos ataques coordenados contra três igrejas e quatro hotéis, e começaram a surgir detalhes sobre o grupo de nove homens-bomba, incluindo uma mulher, pertencerem à famílias abastadas.

Autoridades do Sri Lanka culparam dois grupos islâmicos domésticos com suspeitas de ligações com o Estado Islâmico.

“Se você olhar para a escala dos ataques, o nível de coordenação, a sofisticação deles, não é implausível pensar que há ligações estrangeiras”, disse Alaina Teplitz, embaixadora dos EUA no Sri Lanka, a repórteres em Colombo.

“Explorar as ligações em potencial vai fazer parte das investigações”, disse ela.

O Departamento Federal de Investigação dos EUA e as forças armadas estavam apoiando a investigação, disse ela. A Grã-Bretanha também estava enviando uma equipe para ajudar, disse o Sri Lanka.

Os comentários de Teplitz foram feitos no momento em que o ministro da Defesa do Sri Lanka, Ruwan Wijewardene, admitiu que houve um significativo fracasso de inteligência antes dos ataques, com relatos de alertas de greves não acionadas.

“É um grande lapso no compartilhamento de informações de inteligência”, disse Wijewardene em entrevista coletiva. “Temos que assumir a responsabilidade.”

Lakshman Kiriella, líder do parlamento, disse que altos funcionários deliberadamente retiveram informações sobre possíveis ataques.

“Alguns altos funcionários da inteligência esconderam as informações de inteligência propositadamente … as altas autoridades de segurança não tomaram as medidas apropriadas”, disse Kiriella, que também é ministra de empresas públicas.

Ele disse que informações sobre possíveis ataques suicidas foram recebidas da inteligência indiana em 4 de abril e que em uma reunião do Conselho de Segurança presidida pelo presidente Maithripala Sirisena três dias depois, a informação não foi compartilhada de forma mais ampla.

O Estado Islâmico também divulgou um vídeo no final da terça-feira através de sua agência de notícias AMAQ, mostrando oito homens, todos menos um com seus rostos cobertos, sob uma bandeira negra do Estado Islâmico, declarando lealdade a seu líder, Abu Bakr Al-Baghdadi.

O único homem no vídeo com o rosto descoberto foi Mohamed Zahran, um pregador do Sri Lanka conhecido por visões militantes.

Se a conexão do Estado Islâmico for confirmada, seria o ataque mais mortal de todos os tempos ligado ao grupo.

Os atentados de domingo destruíram a relativa calma que existia na maioria budista do Sri Lanka desde que uma guerra civil contra os separatistas tâmiles, em sua maioria hindus, terminou há dez anos e aumentou os temores de um retorno à violência sectária.

Os 22 milhões de habitantes do Sri Lanka incluem cristãos minoritários, muçulmanos e hindus. Até agora, os cristãos haviam conseguido evitar o pior dos conflitos da ilha e as tensões entre as comunidades.

Wijewardene disse ao parlamento na terça-feira que dois grupos islâmicos do Sri Lanka – o Nacional Thawheed Jama’ut e Jammiyathul Millathu Ibrahim – foram responsáveis ​​pelas explosões. Ele disse na quarta-feira que o líder de um desses grupos se explodiu no ataque ao luxuoso Shangri-La Hotel, em Colombo.

Um total de 60 pessoas foram detidas para interrogatório em Colombo desde domingo, disse Wijewardene. Esse total inclui um sírio, de acordo com fontes de segurança.

A maioria dos mortos e feridos era do Sri Lanka, apesar de autoridades afirmarem que 38 estrangeiros também foram mortos. Isso incluiu cidadãos britânicos, americanos, australianos, turcos, indianos, chineses, dinamarqueses, holandeses e portugueses. Quarenta e cinco crianças estavam entre os mortos.

O governo impôs uma regra de emergência e um toque de recolher noturno. A empresa também bloqueou os serviços de mensagens on-line para impedir a disseminação de rumores inflamados que temem incitar confrontos entre as comunidades.

Ana Rodrigues é colunista convidada do Rio de Janeiro, especialista em economia, mercado e mundo. E-mail: opiniao@opiniaogoias.com.br.    Os artigos são de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do veículo, sendo de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.

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