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Jornal de Goiânia – Aos 200 dias, governo lança medidas para animar economia e popularidade de Bolsonaro

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O governo do presidente Jair Bolsonaro decidiu marcar os seus 200 dias com um novo pacote de medidas para tentar acelerar a economia e melhorar a aprovação do presidente, ao virar a curva de meio ano no poder sem ter conseguido ainda a aprovação da reforma da Previdência.

Até esta quarta, a equipe econômica corria para tentar fechar para a comemoração dos 200 dias as medidas que prevêem a nova liberação de parte do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A medida, que foi confirmada para “esta semana”, pelo presidente, ainda não estaria pronta, mas era apontada por fontes do Planalto como uma das que podem ser apresentadas nesta quinta.

Fontes da equipe econômica ainda não tem certeza se conseguirão anunciar a medida esta semana. De acordo com uma delas, mesmo a operacionalização da operação ainda não estava acertada. Fontes da equipe econômica disseram à Reuters que duas possibilidades serão apresentadas ao presidente ainda na noite desta quinta para que ele tome uma decisão, que pode ocorrer só na quinta-feira.

A medida é o foco mais direto para tentar revigorar a economia até o final deste ano e escapar de um crescimento praticamente nulo no primeiro ano de governo Bolsonaro. Na Argentina, o presidente disse que se trata de “uma pequena injeção na economia”.

Na semana passada, o governo cortou a previsão de alta do PIB deste ano de 1,6% para 0,81%. O mesmo número saiu no último boletim Focus, na segunda-feira, com as estimativas de mercado.

O pacote de 200 dias inclui ainda mais um “revogaço”, uma lista de revogações de decretos considerados ultrapassados ou sem função. No primeiro deles, foram revogadas mais de 200 medidas.

ARTESANAIS

Uma das medidas de efeito prático mais imediato que serão anunciadas nesta quinta no Planalto é a regulamentação da lei que libera o transporte e a venda de produtos artesanais, como por exemplo, queijos da Serra da Canastra, para outros Estados com menor burocracia.

Desde que tenham o chamado Selo Arte, os produtos, que hoje têm sua comercialização praticamente restrita ao município ou Estado onde são fabricados, poderão ser vendidos em todo país. A estimativa do Ministério da Agricultura é que 70 mil produtores de queijos artesanais se beneficiem da medida.

Também deverão ser apresentadas medidas na área social, como a criação de um programa para acolhimento e atendimento de idosos, tocado pelo Ministério da Cidadania.

O governo ainda prepara um pacote de medidas econômicas para aquecer a economia que vão além do FGTS. De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, no entanto, o pacote —que inicialmente iria ser anunciado apenas depois da reforma da Previdência, mas deve ser antecipado, já que a reforma deve ser finalizada apenas em setembro— ainda não foi fechado.

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Economistas veem no Focus crescimento e dólar mais altos este ano, Top-5 calcula Selic a 4,25% em 2020

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Economistas veem no Focus crescimento e dólar mais altos este ano, Top-5 calcula Selic a 4,25% em 2020

O mercado passou a ver um crescimento melhor da economia neste ano, elevando também a expectativa para a taxa de câmbio, ao mesmo tempo em que os investidores começam a indicar taxa básica de juros mais alta em 2020.

A pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira mostrou que a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano passou a 1,10%, de 0,99% antes. Para 2020 melhorou a 2,24%, de 2,22%.

A mudança vem na esteira de um resultado mais forte do que o esperado no terceiro trimestre, quando a economia expandiu 0,6% em relação aos três meses anteriores.

Mas ao mesmo tempo a projeção para o dólar subiu a 4,15 reais no final deste ano, de 4,10 reais. Para 2020 também houve ajuste para cima, a 4,10 reais, de 4,01 reais antes.

A pesquisa com uma centena de economistas continua apontando que a Selic deve terminar tanto este ano quanto o próximo a 4,50%. Entretanto, o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, passou a ver a taxa básica de juros a 4,25% ao final de 2020, de 4,0% no levantamento anterior.

O BC reduziu em outubro a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, a 5% ao ano, e indicou com clareza que deverá repetir a dose em sua próxima decisão, nesta semana.

Para a inflação, também houve alta relevante na projeção para este ano, a 3,84%, de 3,52% na semana anterior. Mas para 2020 permanece a conta de alta do IPCA de 3,60%.

O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

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Brasil desce mais uma posição em ranking de IDH da ONU ficando em 79º lugar

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O Brasil se manteve praticamente estagnado no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) compilado pela ONU em 2018, perdendo uma posição no ranking e passando a ocupar o 79º lugar entre os 189 países pesquisados, informou o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) nesta segunda-feira.

O IDH do Brasil foi de 0,761 em 2018 ante 0,760 em 2017, quando o país ficou em 78º lugar, de acordo com uma revisão dos dados do ano passado. O ranking foi novamente liderado pela Noruega, considerado o país de maior desenvolvimento humano do mundo, com IDH de 0,954 — a avaliação vai de 0,0 a 1,0.

Com o 79º lugar, o Brasil é classificado entre os países de alto desenvolvimento humano — aqueles que estão entre o 63º e o 116º lugares no ranking.

Entre os sul-americanos, o Chile é o melhor colocado na lista, em 42º lugar, com IDH de 0,847, à frente da Argentina (48º lugar, com IDH de 0,830) e do Uruguai (57º, com IDH de 0,808). Esses três países ficaram entre aqueles classificados como tendo muito alto desenvolvimento humano.

Atrás da Noruega na liderança do ranking aparecem outros três países europeus —Suíça, Irlanda e Alemanha—, enquanto as quatro últimas posições da lista são ocupadas por países africanos: Sudão do Sul (186), Chade (187), República Centro-Africana (188) e Níger (189).

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Bolsonaro diz que mesmo que a Argentina tenha um novo presidente o comércio continuará igual

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Bolsonaro diz que mesmo que a Argentina tenha um novo presidente o comércio continuará igual

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que o comércio do Brasil com a Argentina continuará da mesma forma após a posse do presidente eleito Alberto Fernández no país vizinho nesta semana.

“Nosso comércio com a Argentina continua sendo da mesma forma, sem problema nenhum, não vai se mexer em nada”, disse Bolsonaro em breve entrevista a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada, ao ser questionado sobre a posse de Fernández.

Durante o fim de semana o presidente decidiu não enviar nenhuma representante do governo brasileiro à posse de Fernández, um peronista que derrotou o atual presidente de centro-direita, Mauricio Macri, nas eleições deste ano na Argentina.

Bolsonaro enviaria o ministro da Cidadania, Osmar Terra, para a cerimônia, mas decidiu não mandar nenhum representante oficial, de acordo com uma fonte — apesar da importância da relação comercial entre os dois países.

Os dois líderes trocaram hostilidades recentemente, o que representa uma ameaça em potencial a relações comerciais que chegaram a 27 bilhões de dólares no ano passado.

Bolsonaro classificou Fernández e seus apoiadores como “bandidos de esquerda”, e o argentino reagiu dizendo que o presidente brasileiro é “misógino” e “racista”.

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