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Jornais de Goiás – Britânica BP se compromete a alcançar neutralidade do carbono até 2050

Jornais de Goiás - Britânica BP se compromete a alcançar neutralidade do carbono até 2050

Sob crescente pressão para reduzir seu impacto ambiental, a gigante britânica de hidrocarbonetos BP prometeu nesta quarta-feira (12) alcançar a neutralidade do carbono em 2050, embora permaneça muito imprecisa sobre como pretende alcançá-la.

Este projeto é liderado pelo novo diretor-geral do grupo, Bernard Looney, que está no cargo há uma semana e prometeu em uma declaração “reinventar a BP”.

Os grupos de petróleo, uma das indústrias mais poluentes do planeta, enfrentam uma pressão cada vez maior da opinião pública e de movimentos ambientais para se envolverem na luta contra a crise climática.

No comunicado, a BP afirmou que seu compromisso envolverá tanto as emissões de gases causadores do efeito estufa liberadas por suas próprias operações, quanto as relacionadas ao petróleo e ao gás que produz.

A empresa deu, porém, poucas informações sobre as medidas que pretende aplicar para atingir seu objetivo, a menos que queira aumentar a proporção, ainda muito limitada, de seus investimentos em atividades mais ecológicas. Sem divulgar números, a BP estimou este percentual em cerca de 5%.

Além disso, o grupo afirmou que queria reduzir em 50% até 2050 a intensidade de carbono dos produtos que vende para seus clientes e reduzir as emissões de metano, gás de efeito estufa muito mais poderoso que o CO2, de todas as suas operações de produção de hidrocarbonetos.

“Precisamos de uma transição rápida para a neutralidade do carbono. Sem dúvida, será um desafio, mas também uma oportunidade fabulosa”, afirmou Looney, que deve falar pela primeira vez como diretor-geral da BP em um evento em Londres, na tarde desta quarta-feira (12).

A ONG ambientalista Greenpeace pediu à BP que reduza, ou renuncie, ao seu plano de investir bilhões de dólares na exploração de petróleo e gás.

Antes de tomar medidas como essa, o grupo precisa convencer seus acionistas, uma vez que obtém a maior parte de sua receita dos hidrocarbonetos. Com isso, são distribuídos dividendos significativos.

“Podemos repensar a energia apenas se formos fortes, capazes de pagar dividendos aos nossos acionistas e gerar dinheiro suficiente para investir em atividades de baixo carbono”, completou Looney, que promete fazer uma reorganização do grupo.

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