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Brasil

Jornais de Goiânia – Índice mostra certa fraqueza com exterior em sessão repleta de resultados corporativos

# Samira Jorge

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Jornais de Goiânia - Índice mostra certa fraqueza com exterior em sessão repleta de resultados corporativos

O Ibovespa mostrava certa fraqueza nesta sexta-feira, afetado pelo viés negativo no mercado externo, em meio a uma bateria de resultados corporativos no cenário doméstico, com MRV liderando as perdas, mas B2W e BRF entre os destaques positivos.

Às 12:31, o Ibovespa caía 0,46 %, a 103.632,69 pontos. O volume financeiro somava 7,108 bilhões de reais.

Para a corretora Mirae Asset, a tendência para o dia é que o Ibovespa acompanhe o humor externo, onde a sexta-feira começou com o mercado ainda repercutindo preocupações com os desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Pela manhã, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os EUA continuam com as negociações comerciais com a China, mas não vão fechar um acordo por enquanto.

Em Wall Street, o S&P 500 cedia 0,9%, em sessão também afetada pela turbulência política na Itália e a inesperada contração na economia no Reino Unido.

DESTAQUES

– QUALICORP disparava 27,1%, após o grupo hospitalar Rede D’Or São Luiz assinar contrato na quinta-feira para comprar cerca de 10% das ações da empresa.

– B2W saltava 14,7%, em meio à alta de 21,8% no GMV consolidado do segundo trimestre, com aumento da participação do marketplace, em resultado que mostrou crescimento de margens e geração de caixa.

– BRF avançava 6%, após a dona das marcas Sadia e Perdigão reportar lucro no segundo trimestre de 2019, contrariando estimativas no mercado de resultado negativo e quebrando série de prejuízos.

– CVC tinha elevação de 8,2%, também tendo de pano de fundo balanço do segundo trimestre, conhecido na noite de quinta-feira.

– MRV perdia 5,5%, mesmo após reportar lucro líquido de 190 milhões de reais no segundo trimestre, crescimento de cerca de 15% sobre um ano antes, apoiado em expansão da receita e custos controlados.

– VALE cedia 2,5%, com os contratos futuros do minério de ferro negociados na China registrando sua maior queda semanal em mais de 16 meses nesta sexta-feira, caindo pelo sétimo dia consecutivo.

– B3 caía 1,7%, conforme a operadora brasileira de infraestrutura de mercado financeiro e da bolsa de valores de São Paulo teve lucro líquido atribuído aos acionistas de 654,8 milhões de reais de abril a junho, queda de 9,6%.

– PETROBRAS PN recuava 0,9%, mesmo com a alta dos preços do petróleo, na esteira de queda nos estoques europeus da commodity e expectativa de cortes na produção da Opep.

– ITAÚ UNIBANCO PN e BRADESCO PN cediam 1,7% e 1,4%, respectivamente, pesando do lado negativo, dada a relevante participação que ambos têm no Ibovespa.

Brasil

Economistas veem no Focus crescimento e dólar mais altos este ano, Top-5 calcula Selic a 4,25% em 2020

# Reuters

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Economistas veem no Focus crescimento e dólar mais altos este ano, Top-5 calcula Selic a 4,25% em 2020

O mercado passou a ver um crescimento melhor da economia neste ano, elevando também a expectativa para a taxa de câmbio, ao mesmo tempo em que os investidores começam a indicar taxa básica de juros mais alta em 2020.

A pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira mostrou que a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano passou a 1,10%, de 0,99% antes. Para 2020 melhorou a 2,24%, de 2,22%.

A mudança vem na esteira de um resultado mais forte do que o esperado no terceiro trimestre, quando a economia expandiu 0,6% em relação aos três meses anteriores.

Mas ao mesmo tempo a projeção para o dólar subiu a 4,15 reais no final deste ano, de 4,10 reais. Para 2020 também houve ajuste para cima, a 4,10 reais, de 4,01 reais antes.

A pesquisa com uma centena de economistas continua apontando que a Selic deve terminar tanto este ano quanto o próximo a 4,50%. Entretanto, o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, passou a ver a taxa básica de juros a 4,25% ao final de 2020, de 4,0% no levantamento anterior.

O BC reduziu em outubro a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, a 5% ao ano, e indicou com clareza que deverá repetir a dose em sua próxima decisão, nesta semana.

Para a inflação, também houve alta relevante na projeção para este ano, a 3,84%, de 3,52% na semana anterior. Mas para 2020 permanece a conta de alta do IPCA de 3,60%.

O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

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Brasil desce mais uma posição em ranking de IDH da ONU ficando em 79º lugar

# Reuters

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O Brasil se manteve praticamente estagnado no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) compilado pela ONU em 2018, perdendo uma posição no ranking e passando a ocupar o 79º lugar entre os 189 países pesquisados, informou o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) nesta segunda-feira.

O IDH do Brasil foi de 0,761 em 2018 ante 0,760 em 2017, quando o país ficou em 78º lugar, de acordo com uma revisão dos dados do ano passado. O ranking foi novamente liderado pela Noruega, considerado o país de maior desenvolvimento humano do mundo, com IDH de 0,954 — a avaliação vai de 0,0 a 1,0.

Com o 79º lugar, o Brasil é classificado entre os países de alto desenvolvimento humano — aqueles que estão entre o 63º e o 116º lugares no ranking.

Entre os sul-americanos, o Chile é o melhor colocado na lista, em 42º lugar, com IDH de 0,847, à frente da Argentina (48º lugar, com IDH de 0,830) e do Uruguai (57º, com IDH de 0,808). Esses três países ficaram entre aqueles classificados como tendo muito alto desenvolvimento humano.

Atrás da Noruega na liderança do ranking aparecem outros três países europeus —Suíça, Irlanda e Alemanha—, enquanto as quatro últimas posições da lista são ocupadas por países africanos: Sudão do Sul (186), Chade (187), República Centro-Africana (188) e Níger (189).

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Bolsonaro diz que mesmo que a Argentina tenha um novo presidente o comércio continuará igual

# Reuters

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Bolsonaro diz que mesmo que a Argentina tenha um novo presidente o comércio continuará igual

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que o comércio do Brasil com a Argentina continuará da mesma forma após a posse do presidente eleito Alberto Fernández no país vizinho nesta semana.

“Nosso comércio com a Argentina continua sendo da mesma forma, sem problema nenhum, não vai se mexer em nada”, disse Bolsonaro em breve entrevista a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada, ao ser questionado sobre a posse de Fernández.

Durante o fim de semana o presidente decidiu não enviar nenhuma representante do governo brasileiro à posse de Fernández, um peronista que derrotou o atual presidente de centro-direita, Mauricio Macri, nas eleições deste ano na Argentina.

Bolsonaro enviaria o ministro da Cidadania, Osmar Terra, para a cerimônia, mas decidiu não mandar nenhum representante oficial, de acordo com uma fonte — apesar da importância da relação comercial entre os dois países.

Os dois líderes trocaram hostilidades recentemente, o que representa uma ameaça em potencial a relações comerciais que chegaram a 27 bilhões de dólares no ano passado.

Bolsonaro classificou Fernández e seus apoiadores como “bandidos de esquerda”, e o argentino reagiu dizendo que o presidente brasileiro é “misógino” e “racista”.

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