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Henrique Meirelles possui uma equipe para a eleição presidencial, fala fontes

Henrique Meirelles possui uma equipe para a eleição presidencial, fala fontes
Jornal Opinião Goiás
Henrique Meirelles possui uma equipe para a eleição presidencial, fala fontes
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Jornal Opinião Goiás: 05 outubro 2017 – 12:34

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, segundo fontes possui uma equipe com pessoas ligadas à Fundação Getulio Vargas (FGV) para orientá-lo e, entre outras tarefas, monitorar as repercussões em suas ações nas redes sociais com vistas às eleições presidenciais de 2018, disseram.

De acordo com uma das fontes, a equipe é responsável por produzir uma análise diária das redes sociais e pelo planejamento estratégico da divulgação de conteúdo sobre as ações do ministro.

Henrique Meirelles que é do PSD, já foi convidado pela bancada do partido na Câmara dos Deputados para concorrer à presidência em 2018, mas em declarações públicas ele reiterou que atualmente está focado nas questões econômicas do Brasil.

O ministro, no entanto, não nega veemente a possibilidade de participar de uma corrida presidencial. O Palácio Planalto é uma antiga ambição. Quando foi presidente do Banco Central, durante todo o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), ele foi considerado um possível candidato a vice-presidente.

A fonte, que falou sob condição de anonimato, também disse que o ministro se baseia no trabalho do jornalista Thomas Traumann, ex-ministro da Comunicação Social e porta-voz da Presidência da República no governo Dilma Rousseff até o início de 2015. A informação foi confirmado por uma quarta fonte, que também tem conhecimento sobre o assunto.

Traumann é agora um pesquisador de políticas públicas da FGV e um consultor independente. Ele renunciou ao governo Dilma após o vazamento de um relatório interno no qual ele apontou que o Brasil estava indo para o “caos político” e que o governo do PT tinha “uma comunicação errática”.

Um dos membros da equipe da FGV que auxilia o ministro, acrescentou a primeira fonte, trabalharia no mesmo espaço físico da assessoria do gabinete do ministro da Fazenda e teria uma participação direta nas decisões relacionadas à comunicação da pasta.

Segundo duas das fontes, a equipe trabalha para o ministro durante três meses.

Procurado, o Ministério da Fazenda informou que a FGV fornece suporte de monitoramento de rede social sobre temas de interesse para o debate econômico e desenvolvimento de um blog para a pasta, além de uma página no Facebook, mas que “não há relação com as eleições”.

“As ações da FGV são uma contrapartida a uma ação orçamentária de apoio institucional que o Ministério da Fazenda teve com a Fundação por 40 anos. Já foram desenvolvidos projetos com a Receita Federal, Tesouro Nacional e outros órgãos da pasta”, informou a Fazenda através da assessoria de imprensa.

A pasta também informou que “membros da equipe da FGV visitam esporadicamente o Ministério da Fazenda em apoio à construção do blog” e em relação a Traumann disse que não tem relação com a Fazenda.

O próprio jornalista disse que trabalha para uma empresa da qual Meirelles tem sido sócio desde novembro de 2015, mas não trabalha para o Ministério da Fazenda. Perguntado sobre as ações destinadas às eleições de 2018, Traumann se recusou a comentar.

A FGV informou que “não existe contrato de serviço entre a Fundação Getulio Vargas e o Ministério da Fazenda, nem diretamente com o ministro Henrique Meirelles”.

Meirelles, por enquanto, raramente é visto pela população em geral como candidata ao Palácio do Planalto, mas a participação de encontros com pastores evangélicos despertou as suspeitas de que ele trabalharia para obter uma candidatura presidencial. O ministro também criou uma conta na rede de microblogging do Twitter, administrada pelo seu consultor, na qual ele geralmente comenta os resultados positivos da economia.

Em uma pesquisa da Datafolha divulgada no último fim de semana pelo jornal Folha de S. Paulo, Meirelles apareceu com 2% das intenções de votação em todos os cenários pesquisados.

 

Tags: Economia, Brasil, Política

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Redação do Jornal Opinião Goiás.