Jornal Opinião Goiás: 22 de janeiro de 2018 – 14:51

Goiânia A crise do sistema penitenciário em Goiás de repercussão nacional enfraqueceu em “nível alarmante” a imagem do governo do estado. E para piorar ainda mais, a viagem do Governador Marconi Perillo, mesmo que justificável, causou um efeito devastador. 2018 vem sendo assim, trazendo muitos descontentamentos aos goianos, e agora a Operação Decantação, que movimentou um debate detalhado do que está acontecendo em Goiás segundo opiniões dos internautas.

Os internautas goianos estão questionando nas redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram), situações que passavam longe de serem questionadas tão abertamente. Um dos questionamentos foram que poucos veículos noticiaram a Operação Decantação (protocolada no dia 13 de dezembro de 2017) , devido aos mesmos, serem patrocinados pelo governo de Goiás. Não faltou criticas ao jornal O Popular e G1, foram acusados de atacar o governo, pois não receberam recursos publicitários do estado. Outros observaram o comportamento dos parlamentares de Goiás nas redes sociais, e notaram o silêncio deles referente ao tema Operação Decantação e os acusaram de subserviência política.

Operação Decantação 

A nova denúncia da Operação Decantação foi protocolada no dia 13/12/2017 e ainda aguarda decisão da Justiça Federal, o Ministério Público Federal do Estado de Goiás (MPF-GO), vem investigando esquemas de corrupção na Saneago, no total são 38 pessoas investigadas, dentre elas quatro foram os pedidos de prisão preventiva. O motivo dos pedidos de prisão preventiva é buscar impedir que o esquema criminoso influenciasse servidores, empresários e políticos durante a coleta de provas.

Enfrentam o pedido de prisão preventiva o ex-presidente da Saneago e atual diretor-presidente da Fundação de Previdência Complementar do Estado de Goiás (PREVCOM-GO) José Taveira, mais dois ex-diretores da estatal Robson Salazar e Mauro Henrique Barbosa e do empresário Carlos Eduardo Pereira da Costa, proprietário da Sanefer Construções e Empreendimentos. Os quatro são acusados de crimes contra a administração pública, organização criminosa, fraude a licitação e lavagem de dinheiro no estado.

A nova fase da Operação Decantação apresenta que o grupo criminoso buscava influenciar políticos, funcionários públicos e empresários, no uso indevido de recursos da Saneago.  Segundo documento, o dinheiro foi utilizado para bancar campanhas políticas, fomentar partidos políticos, pagar as contas da eleição do governador Marconi Perillo e promover enriquecimento ilícito dos envolvidos na Operação Decantação.

José Taveira e Robson Salazar já tinham sido presos em 2016 na deflagração da Operação Decantação, mas foram soltos em poucos dias. O deputado federal Giuseppe Vecci (PSDB) foi citado na mesma ocasião, e o caso foi para o Supremo Tribunal Federal (STF). A denúncia contra o governador Marconi Perillo foi entregue ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

Da investigação

O objeto da investigação são os depoimentos, gravações telefônicas, mensagens de WhatsApp  e análise dos últimos tentáculos da Operação Decantação no estado de Goiás. Através das mensagens de celular do proprietário da Sanefer, Carlos Eduardo Pereira da Costa, foi evidenciado que ele ofereceu voos para o vice-governador José Eliton e para o chefe de gabinete do governador Marconi Perillo, Luiz Alberto de Oliveira, que conduzia os eventos políticos no interior do estado.

Na relação de documentos apreendidos na Operação Decantação, constam ofícios sobre pagamentos de presentes de casamento e formatura com a suposta participação do governador Marconi Perillo.

Nos depoimentos realizados com com dois ex-servidores foi afirmado que a Saneago colaborou financeiramente para a criação do comitê central de campanha de Marconi Perillo à reeleição no ano de 2014.

 

O que diz a Assessoria de Imprensa do governador Marconi Perillo

O governador Marconi Perillo, por intermédio de sua assessoria de imprensa, afirmou que tem “absoluto desconhecimento” dos documentos apresentados quanto a suspeita de uso de verbas da Saneago para a criação de comitês de campanha e que garante “desconhecer completamente” ofícios que patrocinasse os presentes de casamento e formatura. “E reforçou que não o autorizaria a menos que estritamente feita na forma da lei”, conclui.

O que fala a Assessoria do vice-governador José Eliton

A assessoria do vice-governador José Eliton reforça que o vice-governador tem “relação social de muito tempo” com o empresário Carlos Eduardo Pereira Costa, mas que ele nunca recebeu favores e que verbas da Sanafer jamais patrocinaram suas viagens. Destacou ainda que “utilizou, por algumas vezes, aeronaves de pessoas de sua relação ou contratadas por empresas de táxi-aéreo, devidamente registradas, e com comprovantes de pagamentos efetuados, o que é absolutamente ilegal.”, finaliza.

 

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Goiânia – Operação Decantação em Goiás é palco de questionamentos e críticas
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