Especial com Alcivando Lima – TEM LIMITE PRA TUDO, INCLUSIVE PARA A MALDADE

“O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.” Albert Einstein

Para tudo tem limite, até para a maldosa indiferença. Falo isso de cátedra, pois utilizo, como milhares de outros usuários, o transporte coletivo urbano da cidade de Goiânia e da grande Goiânia. É desumano, é triste e dói ver mulheres com suas crias no colo, idosos que se deslocam com dificuldades e outros usando muletas ou outra de forma de se locomover sendo apertados como cebolas ou batatas se ensacando dentro das gaiolas utilizadas como transporte público pela população de Goiânia e região metropolitana. Rejubilamos com a extensão do eixo anhanguera para Senador Canedo, Trindade e Goianira. A beleza de se adentrar num enorme papa-fila durou pouco, pois logo voltamos ao ritual de tristeza, angústia, dor do desprezo e do descaso, quando o sistema foi alvo dos bandidos que quebraram e queimaram dezenas desses veículos e, por isso, o governo, por achar que isso é um fenômeno desimportante, e por ser (todo governo tem mostrado que o é) herdeiro da maldade de Caim, vilão primevo da humanidade, xingou, esperneou e vituperou, mas não puniu seu ninguém e, emburrado, nunca renovou a frota e a coisa foi degringolando ao ponto do usuário ficar o tempo de sofrer uma insolação sob um sol de rachar mamona ou tomar uma dessas chuvas de verão com ventos que levantam telhados como se fossem de papelão ou um vulcão arrastando tudo na sua frente e derrubando árvores e o que estiver na sua frente e a frágil cobertura não serve para nada e está toda esbagaçada na iminência de desmoronar em cima do desgraçado do usuário e quando o bendito ônibus chega já é-vem com oitocentos passageiros e muitos carregam o aroma dalguma limpeza mas, quando retornam, Nossa Senhora da Abadia, o bodum, a inhaca e a subaqueira se misturam com os silenciosos peidos daqueles e daquelas que passaram o dia comendo quibe com ovo, repolho, feijão, batata, cebola e refrigerantes, afora as roupas íntimas e as partes pudicas bréiadas de mijo e fezes, tudo derretendo sob um calor de setenta graus positivos  dentro do contêiner sobre rodas com o motorista assentado num banco de espuma sintética que aumenta a temperatura em mais vinte graus e lhe põe as hemorróidas pra fora e isso lhe dá gana de esganar aquele camelô carregando umas duzentas malas de bugigangas lhe perguntando se aquele ônibus vai pra Nerópolis e o motorista, muito satisfeito da vida e muito do educadinho, responde que vai pra casa do carai e o camelô sapeca de lá se essa rota passa por Nerópe e mais além um “pastor” suando em bicas dentro dum terno preto e todo engravatado acena desesperadamente para o ônibus parar e o motorista, nessas alturas está muito mais satisfeito e muito mais educadinho, dá aquela brecada abrindo a porta e o dito “pastor” lhe diz, numa voz de político em dia de feira que, a partir do momento que ouvir a pregação do evangelho tal, capítulo ipisilone, versículo xis, suas viagens e sua vida serão só mar de rosas com seu lugar garantido no reino dos céus, desde que dê uma pequena colaboração para o soerguimento da Igreja Coice no Capeta e logo após a doação em dinheiro, você se sentirá que está galopando nas nuvens muntado num alazão, ou numa mula ou mesmo numa jega ou até, quem sabe, numa águia, arara ou até num urubu, certo? Você tem o direito de escolher o bicho que quer muntar, viu?

O atual prefeito de Goiânia prometera em tempos idos, como todos os outros que o sucederam também prometeram que acabaria com a bagunça do transporte público em Goiânia em tantos meses, tantos dias e tantas horas após a posse. Mas, eles, os governos, não acabam com nada, eles tem a capacidade de multiplicar por ene vezes o sofrimento das pessoas que necessitam de apoio na saúde, transporte, educação, segurança, etc. Faça uma pesquisa perguntando se você, morador e eleitor, está satisfeito com o governo tal, (municipal, estadual e federal) e se ele, governo, está cumprindo as promessas de campanha e verás, com esses olhos que a terra há de comer, muito neguinho descer o porrete na cacunda dos que mandam. Faça uma pesquisa, sem nenhuma mutreta, e divulgue-a nas redes sociais, imprensa falada, escrita e televisada. Faça, faça a pesquisa, faça!

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