Especial com Alcivando Lima – TAÍ A SOLUÇÃO: DESÇAM A PONTE LEVADIÇA

“Quem é capaz de ver o todo é filosofo; quem não, não.” Platão

Desde os tempos do lotação faço parte das centenas de milhares de usuários que utilizam o transporte coletivo, onde a carga máxima era de umas dez, doze pessoas, mas a danada, com a gula de um tiranossauro rex, carregava umas oitenta ou mais.

A imperturbável leitora e o austero leitor, hão de notar que desde o império romano nada mudou no sistema de se transportar trabalhadores, estudantes e demais necessitados. Espertamente aumentam o preço da passagem e não fazem, como prometido, nenhuma melhoria no sistema existente que, aliás piorou, como uma doença recorrente, mantendo uma frota sucateada que influi na qualidade do serviço. Horário é só no papel. É unânime o descontentamento dos usuários que pagam caro por um serviço escalafobético e dos trabalhadores que ganham menos do que deviam e, por isto mesmo, muitos tratam os passageiros no coice. Quem tem que chegar ao trabalho, à escola, à consulta médica, ao laboratório (que tortura o “paciente” exigindo jejum de 8 a 12 horas) sofre uma branqueira braba com a taxa glicêmica indo parar nos calcanhares enquanto aguarda a chegada da desgrama do ônibus, e quando ele aparece já é-vem com duzentos outros cabras dos mais enfezados do mundo prontinhos pra briga e a gente ter que peitar isso todos os dias é, deveras, desesperador.

Tem solução para essa agonia que, paradoxalmente, engorda os patrões e arrebenta os nervos e o físico de quem precisa desse serviço?

— Tem! — Responde, uníssono, o povo. Abram a porteira para que kombis, vans, micro-ônibus transporte o povo sem que a polícia prenda e verão que teremos, às pamparras, vários meios de transporte.

— Tem! — Sentenciou com a determinação de quem conhece a rudeza da vida, o presidente da CDTC – Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos – e prefeito de Trindade, Jânio Darrot. Darrot é dono de um raro preceito estético na condução da coisa pública e esta probidade o credencia e o remete ao patamar de quem pode governar, sabiamente, os caminhos do Estado de Goiás, como tão bem faz na sua virtuosa Trindade. — Se permitirmos, — reitera, com prudência e diplomacia — que se instale de forma desordenada esse serviço, viveremos uma situação caótica no trânsito de veículos nas nossas cidades. Vamos alertar as empresas que criaram essa grande encrenca, para oferecerem, já, um serviço decente ao civilizado povo goiano e, continuando a mixórdia, a solução é clara e evidente: Abriremos concorrência para as grandes empresas do Brasil e do exterior explorarem o transporte coletivo em Goiânia e região metropolitana. Vamos descer a ponte levadiça.

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