Especial com Alcivando Lima – OS RESPEITÁVEIS DESAPARECEM E OS VULGARES SOBREVIVEM

“Todo homem é um animal político” Aristóteles

Eles, vulgares, vivem envoltos em piruetas mentais tentando sobrepor aos notáveis.

A aguda leitora e o agudo leitor, já se certificaram mais de uma vez que a maioria dos nossos representantes nas casas parlamentares e na chefia do executivo, foram abduzidos e após serem moídos nas máquinas de fazer e moldados à imagem de lobo em pele de cordeiro e incontinenti devolvidos ao planeta terra para firmarem-se em criaturas milionárias de infame passado.

Alguns são flagrados com malas atafulhadas de dólares, reais, euros, barras de ouro e o escambau a quatro. Prendem-nos por alguns dias e logo recebem tornozeleiras e voltam ao convívio social botando banca de inocentes.

O dinheiro encontrado é contado e depositado não sei onde e o meliante morre de velho, salvo alguns gatos pingados que continuam “pagando” suas penas na cadeia, exemplando aqueles que não dão a mínima para um treco chamado honra ensejando parafrasear o impagável Stanislaw Ponte Preta alertando que, se não se restaura a moralidade, locupletemo-nos todos e pronto, ta acabado.

Os respeitáveis, que ao pó retornaram, evocam feitos benéficos, plantando cidades que se transformaram em pólos desenvolvedores ou pujantes metrópoles, enquanto o falastrão de hoje, que se beneficia das suas torpezas, terá, como legado, um futuro vergonhoso pela sua conduta nociva.

Privilegiados os que conheceram e conviveram com homens que deixaram nos anais da história uma conduta virtuosa, distinção e pundonor e ascenderam ao mundo das celestiais criaturas de Deus, não sem antes registrar um passado magnânimo e altaneiro. Esses notáveis foram homens do calibre moral de um José Netto Cerqueira Leão Sobrinho, fundador de São Luiz de Montes Belos, Otávio Borges Naves, José Pedrosa e Arísio Morato prefeitos de Firminópolis, Israel de Amorim, fundador de Iporá, Israelândia e Amorinópolis, Hélio Seixo de Brito, prefeito de Goiânia, Mário Melo, fundador de Aurilândia, Aldorando Alves Machado, benfeitor da cidade de Firminópolis, Josino Bretas, prefeito de Aurilândia, Taner de Melo, 1º prefeito eleito de Aparecida de Goiânia e muitos outros que entraram ricos ou independentes e saíram com menos poder de fogo na economia e finanças, porque gastaram do próprio bolso em prover uma escola aqui, uma ponte acolá, casa de saúde e moradias para os desvalidos de toda a sorte.

Em resgate da memória, cada cidade tem o dever de edificar um Panteão em louvor aos feitos de seus ilustres, abnegados, caritativos e generoso benfeitores, que sacrificaram suas vidas e riquezas em tempo integral para suprir seus municípios do mínimo ideal, hoje transformadas em progressistas cidades que prometem aos que estão chegando um futuro venturoso.

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