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Especial com Alcivando Lima – Ô MACHÃO, VÊ SE TOMA JEITO, SIÔ!

Neste mundo existem,... mulheres amadas, violadas na mente, violentadas na alma, castradas no corpo, sem voz...sem liberdade, acorrentadas em dor, cansadas, tristes, desesperadas, mal amadas, aços atados em nós de ferro...mãos geladas e frias, feitas num mundo cruel...!!! Isabel Morais Ribeiro (extraído do site “Pensador”)

De repente, a imagem de felicidade nos remete ao passado de quando costumávamos postar na frente dalgum desses cinemas: Cine Casablanca, (só entrava se vestisse terno e gravata), Cine Teatro Goiânia, (também exigente na indumentária), Cine Santa Maria, Cine Goiás e lá na adorável campininha, Cine Eldorado, Cine Campinas e Cine Avenida — para apreciar as meninas no desfile de vai-e-vem vestidas com matizes que lembra um suave aro Iris e a cada passagem deixava uma doce fragrância de lavanda ou jasmim, afora o odor natural do corpo juvenil. Ouvíamos no rádio que Goiânia, jovem capital de Goiás, era a cidade emblema da beleza mulher brasileira, suplantando os estados do sudeste e sulinos, onde predominam caracteres europeus. Repare numa morena cor de jambo e compare-a com uma norte americana, alemã, ou uma dinamarquesa ou mesmo uma islandesa. Quase todas são belíssimas e tem os olhos nas cores dos mares nórdicos e uma cútis que lembra o pico Mont Blanc. Entrementes, nossas goianas e goianienses, produto da mistura entre diferentes etnias humanas, formam um grupo com caracteres únicos no globo terrestre. Olhos pretíssimos, acastanhados, esverdeados ou azulados, cabelos sedosos ou crespos, loiros, castanhos, ruivos ou pretos, boca que expressa sensualidade angelical quando se abre num sorriso maroto ou expressivo, tez trigueira, branca ou negra, busto, cintura e quadril numa proporção nunca encontrada em nenhum canto do universo, embasbacando qualquer gringo que tenha a felicidade de ver uma sambando nos sapatinhos ou quebrando tudo na passarela, afora nossas cientistas, desportistas e as demais de todas as áreas da humanidade.

E o homem continua ajudando o diabo com seu primitivismo e sua misoginia. É soturno em família e serelepe nos cabarés. Não se educou, é um mocorongo cruel, antropófobo que acostumou a matar a mulher, matar a beleza da criação Divina com uma sanha sem tamanho. Noticia-se que fulano, num ataque de lobisomem, arrancou um naco do beiço carnudo da mulher com uma dentada feroz; outro, com duas machadadas, decepou as mãos da desafortunada e um outro amarrou a vítima desnuda num pelourinho e com uma navalha foi da vulva à garganta da desventurada que supostamente estava traindo-o. A corrigenda, para os bucaneiros, até que foi branda E mais milhares de outros horripilantes casos.

Nunca o “desonrado” parou um minuto para analisar e pesar sua relação com sua desditosa mulher e nunca a agradeceu por ter suportado seu nauseabundo cheiro causado por diversas patologias; jamais se desculpou por seu péssimo desempenho sexual e tão somente pensou em seu bem estar e nada para sua parceira. Mulher de macho tem que ser séria e ter o cenho de cangaceira e nada de ficar com essas frescuras de chegar ao zênite, ao ponto culminante, ter orgasmo e inhenhenhenhem. Isso é reservado para as concubinas e às putas. E outra: Mulher de macho macho tem que estar sempre emprenhada. Se ficar de bucho vazio será presa fácil para o demônio íncubo, transfigurado em feições masculinas e ela não resistirá às suas investidas e fatalmente vai pular o cambão na parte da manhã, à tarde e à noite de segunda à sexta-feira. Nos finais de semana, feriados e dias santos, os turnos serão redobrados. Para esses machões, a mulher tem o sacro dever de satisfazê-lo na sua impotência física e moral, esquecendo que ela é um ser igual ou superior a ele por tê-lo suportado até o dia em que ela achou que bastava e vai abordá-lo para dizer: — “Chega! Good bye, arrivederci, adios e até nunca mais, cara!” Jamais o truculento, o selvagem, o bárbaro, o feroz e covarde aceitará um basta. Você pensa que sou o quê? Pagarás com seu sangue, sua cachorra! E o brucutu descarrega a arma de fogo na cara mulher enojada da sua presença que nunca se lava com água e sabão antes de se deitar e não tem a praxe de higienizar a boca que exala uma halitose análoga a uma tábua de chiqueiro e que se confunde com o chulé da sua botina; sua genitália não recebe cuidados e o prepúcio, glande, virilhas e saco escrotal são sebosos e fétidos e os pelos da região anal são entremeados de matéria fecal por exclusiva ausência de hábito regular de se lavar a cada desfastio fisiológico e o asseio é feito com pedaços de jornal, papel de embrulho ou mesmo estopas que foram usadas em postos de gasolina ou não usa nada ou usa sei lá o quê. Não importa — gritam, unissonante, os bacamarteiros — Importa é que ele lavou a honra com duzentas facadas e oitocentos tiros!!!

Especial com Alcivando Lima – Ô MACHÃO, VÊ SE TOMA JEITO, SIÔ!
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