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Especial com Alcivando Lima – DOMINGO DE ELEIÇÃO

“Quem gosta de ler não morre só”. Ariano Suassuna

No domingo em que ocorreu o segundo turno para Presidente da República, procurei ficar mais atento do que normalmente fico em virtude dos ânimos acirrados pela paixão por este ou aquele candidato. Andei por caminhos outros para evitar o encontro com gentes dum partido que por acaso difere do partido dos outros e estes acham que o partido deles é o melhor e daí para o quebra pau é só triscar. Se eu dissesse algo que os contrariassem é possível que estaria na horizontal, vestido num pijama de madeira e então não quis dar prazer para os de lá e nem causar amargura nos de cá e fiquei, portanto, em consonância com um outrora filósofo português quando diz que em boca fechada não entra mosquito e evita que seus dentes sejam masgaiados por um soco que vem numa velocidade de mais 100 km/h e tem o peso de um saco de feijão. Rapidamente, minha vontade volatizou-se e elevei o pensamento na amizade vinda de ações de abrir caminhos em montanhas de granito e isto são sementes semeadas e vingadas em solo humífero, uberoso e fecundo que germinou contentamento que já vai para duas gerações e está com um pé na terceira e isto não pode ser abalado por questiúnculas partidárias para este ou aquele candidato que está pouco lixando para o que pensamos ou façamos e que lhe faça o favor de arredar do caminho que ele quer passar, ta ouvindo? Como sói acontecer, hoje os tempos são outros e você não consegue fazer novas amizades, mesmo por que tu te tornaras ranzinza, cheio de quizilas e cacoetes que provocam urticárias nos jovens que saem em disparada quando vê que tu te aproximas cheirando um cheiro de roupa suja e mesmo estando desodorizado a inhaca se acentua e exala um odor de água de brejo e vai ver é mesmo e tu começa a estalar uma tosse seca e escarra grosso pra riba duma roseira lindona que fica bréiada daquela desgrama escarrada por ti e eles se cutucam um no outro apontando com os olhos a porcaria que tu fizestes e dão risadas debochadas e saem em disparada e assim que dobram a esquina tentam imitar a desgraceira do seu escarro e se babam e se limpam nas fraldas das camisas com os olhos marejados de tanto riso. Então, minha caríssima amiga e meu caro amigo, nós temos tesouros acumulados nos nossos corações e, se passamos tempos sem nos vermos e temos a oportunidade de um encontro, mesmo que casual, a alegria comprimida transmuta-se em regozijos e júbilos prazerosos e somos inundados por endorfina, oxitocina, dopamina e serotonina, os hormônios da felicidade. Cultivemos, pois, nossos amigos e amigas e jamais os percamos por este ou aquele candidato que, pós-eleição, repito, vai mandar você tomar banho na soda e Deus, atendendo nossos rogos, não permitiu que tivéssemos, por causa deste ou daquele candidato, a macabra visão de ver um corpo estirado no chão.

Especial com Alcivando Lima – DOMINGO DE ELEIÇÃO
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