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Goiás: Diretora do Colégio Jardim América em Goiânia, fala que menor que assassinou Tamires era calmo e tinha notas boas nas disciplinas

Goiás: Diretora do Colégio Jardim América em Goiânia, fala que menor que assassinou Tamires era calmo e tinha notas boas nas disciplinas
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Goiás: Diretora do Colégio Jardim América em Goiânia, fala que menor que assassinou Tamires era calmo e tinha notas boas nas disciplinas
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Goiás: Diretora do Colégio Jardim América em Goiânia, fala que menor que assassinou Tamires era calmo e tinha notas boas nas disciplinas. Segundo ela, a mulher estava passando pela entrada do prédio e perguntou a diretora, que consola a mãe do menor, o que estava acontecendo

29/08/2017 – 19:34:12

A diretora da Escola Estadual Jardim América, Rosirene Dias Rosa,  disse sobre a personalidade do menino de 13 anos preso suspeito de matar a adolescente Tamires Paula de Oliveira, 14 anos, em Goiânia – Goiás. Os dois estudaram na mesma escola. Segundo a diretora, o menino era calmo e não despertava qualquer tipo de desconfiança. Ele gostava de participar dos eventos do colégio.

“É um menino quieto, mas ele fez todas as atividades, ele teve as notas acima da média. Tivemos um projeto jiu-jitsu que começou em 2017, ele esteve presente, não falta as aulas, ele era um garoto que gostava de participar. Não tem explicação “, diz a diretora.

Tamires foi morta na última quarta-feira (23). Ambos viviam no mesmo edifício, também no Jardim América em Goiânia – Goiás. Segundo a Polícia Civil, o menino saiu do elevador até o quinto andar do prédio, puxou a garota e a arrastou até a escada de incêndio, onde a assassinou.

A filmagem de segurança mostram o menino logo após ter cometido o crime. Primeiro, ele aparece no interior do elevador olhando a camiseta e as costas no espelho. Então um homem entra com o filho e o menino apresenta nervosismo e olha para as mãos. À medida que o elevador abre, ele sai do prédio rapidamente, pulando os degraus em direção à escola.

No colégio, ele contou o que fez ao coordenador e para a diretora. Rosirene, que trabalha há 23 anos no segmento da educação, diz que ficou surpresa com a forma como a história foi contada.

Eu trouxe água para ele e perguntei-lhe: ‘Meu filho, me diga o que aconteceu’ (Ele disse), ‘Não, eu matei uma pessoa. Uma pessoa, Ela está na escada do andar de baixo do meu prédio “, diz ele.

Logo depois, a diretora foi ao prédio, identificou-se ao zelador e junto com uma assistente de limpeza, e foi ao 5º andar.

“No momento em que eu abri a porta, a primeira coisa que vi foi a camiseta do uniforme, ela estava deitada de lado, de costas, eu vi o uniforme da escola, e então eu me desesperava, eu disse à menina (auxiliar) desça e diga ao porteiro quem era o menino para ver se tinha alguém” “, diz ela.

A mãe do menor foi chamada e, ao saber do que aconteceu, entrou no desespero, disse a diretora. A mulher já havia dito que entende que o filho deveria ser responsabilizado pelos atos. Agitada, ela tenta entender o que aconteceu e os motivos que a levaram o filho dela a cometer o assassinato. Ela disse que viu o corpo da vítima na escada do prédio. Na ocasião, ela disse que teve um “apagão” e desmaiou, sofrendo um princípio de derrame.

Rosirene relata que a mãe da vítima soube da morte por acaso. Segundo ela, a mulher estava passando pela entrada do prédio e perguntou a diretora, que consola a mãe do menor, o que estava acontecendo.

“Eu trouxe a cadeira, colocamos ela (a mãe do menor) sentada e a vizinha perguntando” o que aconteceu “. Então eu disse: “O filho dela esfaqueou uma garota, ela está aqui na escada”. (Ela disse) “É minha filha, minha filha.” Ela começou a gritar, queria entrar, a abracei, a abracei e disse que ela ainda estava viva, respirando, ela entrou em estado de choque e perdeu o fôlego “, fala.

Depois de alguns dias em luto, a escola reabriu para as aulas na segunda-feira (28). A diretora disse que é necessário continuar o ano letivo, mas enfatiza que não será fácil.

“Precisamos voltar à nossa rotina, temos mais 1.200 alunos que precisamos cuidar, perdemos dois”. “É difícil depois de tudo o que passamos.

O garoto foi apreendido logo depois. O delegado responsável pelo caso, Luiz Gonzaga Júnior, disse que o menino confessou a infração durante uma conversa informal. No depoimento formal, ainda recolhida no Centro de Flagrantes, ele foi instruído por seu advogado para permanecer em silêncio.

Na última quinta-feira, o o Juizado da Infância e Juventude de Goiânia acatou o pedido do Ministério Público e ordenou hospitalização provisória. Ele já foi levado para um centro de internação.

O delegado acredita que o adolescente premeditou o ato. “A investigação aponta que ele planejou esse crime desde o seu aniversário (em junho / 2017), quando recebeu dinheiro da família como presente, comprou uma faca e desde então levou a escola. Ele tinha como alvo três adolescentes do sexo feminino, que são pessoas mais vulneráveis e facilitaria a execução do crime por sua parte “, esclareceu.

A faca e a camiseta do menino, ambas manchadas de sangue, foram coletadas e periciadas. O delegado disse que o menor estava se comportando friamente e não se arrependeu durante a conversa. Ele também não explicou por que ele atacou a vítima, ao contrário do que vislumbrava em relação aos outros dois alvos.

“Uma das meninas, simplesmente porque gostava dele, ele falou que mataria. A outra ele disse que queria ver o luto de todos na classe, talvez ela fosse uma das garotas mais popular, mas não podemos afirmar essas Informações “, diz ele.

Em memória de Tamires, duas missas de 7º dia serão realizadas na terça-feira (29). Uma em Goiânia, onde morou, e outro em Pires do Rio – Goiás, onde foi criada.

 

Diretora do Colégio Jardim América em Goiânia, fala que menor que assassinou Tamires era calmo e tinha notas boas nas disciplinas

Reprodução

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