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Mãe do adolescente que assassinou vizinha de 14 anos em Goiânia, fala que o filho tem que pagar pelo crime

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Mãe do adolescente que assassinou vizinha de 14 anos em Goiânia, fala que o filho tem que pagar pelo crime
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Mãe do adolescente que assassinou vizinha de 14 anos em Goiânia, fala que o filho tem que pagar pelo crime. O menino de 13 anos matou Tamires Paula de Almeida na escada de um prédio no Jardim América

25/08/2017 – 19:46:23

Mãe do adolescente de 13 anos detido por assassinar vizinha de prédio Tamires Paula de Almeida, 14 anos, disse que acredita que seu filho deve ser punido. Ela também diz que gostaria de pedir desculpas à mãe da vítima. O menino teve a hospitalização provisória decretada.

“Ele não matou uma família. Ele matou duas famílias. Ele tem que pagar o que ele fez. Ele tirou uma vida. Tanto quanto eu tento me colocar no lugar, eu não posso sentir a dor que ela está sentindo. Espero ter a oportunidade de pedir perdão, mesmo que ela não me perdoe, mas acho que tenho que fazer “, disse ela.

Muito abalada, ela diz que ainda não conseguiu descobrir o que aconteceu. A mãe lembra que o filho já se queixou de bullying na escola, mas não teve nenhum comportamento violento.

“Eu preciso abraçá-lo, assim, e saber, entender o porquê. Ele não é uma pessoa agressiva, super companheiro, faz esportes, estudos, só tem boas notas. Não tem histórico de agressão. Algo aconteceu. (Ele disse que estava) sofrendo bullying em relação a altura dele. Ele mesmo me reclamou duas vezes, ‘Mãe, eu sou o mais alto da escola’.”

A aluna foi esfaqueada na escada do prédio onde morava, no Jardim América, no início da tarde de quarta-feira (23). A mãe do suspeito disse que tinha sido chamada urgentemente da escola de seu filho, e como ela morava no 12º andar do prédio, ela começou a descer as escadas porque o elevador estava lento para chegar.

Ao chegar no 5º andar, ela encontrou o corpo da vítima, sem saber que seu filho poderia tê-la matado. Ela disse que sofreu um apagão e acordou sobre o corpo da menina. “Desde que tenho pressão arterial alta, eu quase caí em cima do corpo. Coloquei minha mão na mão dela, ela estava respirando. Eu até toquei ela. Os policiais me tiraram, acho que eles achavam que eu era sua mãe.

“Eles me colocaram em uma cadeira no corredor e foram pedir água com açúcar, mas eles perguntaram na porta da mãe (da vítima). Quando ela chegou, ela percebeu que ela era sua filha. Eu entrei em choque e ela entrou em choque “, disse ela.

As imagens de câmeras de segurança no prédio onde o crime ocorreu mostraram o momento em que o adolescente entra no elevador, já com o uniforme escolar. De acordo com a Polícia Civil, o vídeo mostrado é quando o menino já cometeu a infração, foi para casa, mudou a camisa e estava a caminho do colégio.

A corporação também informou que o adolescente foi para um dos coordenadores da escola e confessou o que ele havia feito.

De acordo com o chefe da delegacia de Depai, o delegado Luiz Gonzaga Júnior, responsável pelo caso, o menino confessou a infração durante uma conversa informal. No depoimento formal, colhido ainda na Central de Flagrantes, ele foi orientado por seu advogado a ficar em silêncio.

De acordo com o delegado, o adolescente apreendido já premeditou a ação. “A investigação apontou que ele havia planejado esse crime desde seu aniversário (em junho / 2017), quando ele recebeu dinheiro da família como presente, comprou uma faca e desde então levou a escola. Ele tinha como alvo três adolescentes do sexo feminino, que são pessoas mais vulneráveis ​​e facilitaria a execução do crime por sua parte “, esclareceu.

A internação provisória foi determinada pelo Juizado da Infância na tarde de quinta-feira (24), depois que o promotor Frederico Augusto de Oliveira Santos, do da 4ª Promotoria da capital, fez o pedido após a audiência informal do adolescente e dos pais dele. O testemunho foi acompanhado por um psiquiatra.

A faca e a camiseta do menino, ambas manchadas de sangue, foram coletadas e testadas. O oficial investigador disse que o menino estava frio e não tinha arrependimentos. Ele também não explicou por que ele atacou a vítima, ao contrário do que ele imaginava em relação aos outros dois alvos.

O advogado da família, Agnaldo Domingos Ramos, estava na delegacia de polícia e informou que aguardará a investigação para determinar como ele agirá em relação ao caso, mas ele está estudando para solicitar uma avaliação psicológica do menino.

O corpo da adolescente foi velado na Casa de Velórios de Pires do Rio na quinta-feira (24). O funeral ocorreu às 11 horas, no Cemitério Explanada.

Tamires estudou no 9º ano do ensino fundamental e o suspeito, no 7º. Ambos no período da tarde. A escola estava fechada na quinta-feira (24).

A adolescente estudava na escola desde o início de 2017. O coordenador Cézar Sabino diz que ela era uma grande estudante e que todas as notas no boletim estavam acima de 9. “Quase 10. Ela era uma garota muito boa”, disse ele.

A amiga de sala de Tamires, uma menina de 13 anos, ressalta que a vítima era “super inteligente e estudiosa”. De acordo com a garota, todos ficaram chocados com o que aconteceu, porque ela era muito querida.

“Ela era muito amorosa, ela nunca faria nada a ninguém. Todos eram amigos”, disse a amiga.

Outra menina que estuda na mesma escola conta que Tamires sempre era muito educada.

Já o adolescente era mais tímido, de acordo com os outros alunos. “Ele estava mais quieto, ficava muito sozinho, às vezes ele estava ouvindo música”, diz um colega.

 

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