Agosto de 2017

Bbom tem pedido negado que proíbe procuradores de Goiás de divulgarem informações, notícias e andamentos dos processos

Bbom tem pedido negado que proíbe procuradores de Goiás de divulgarem informações, notícias e andamentos dos processos
Gil Campos
Bbom tem pedido negado que proíbe procuradores de Goiás de divulgarem informações, notícias e andamentos dos processos
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Bbom tem pedido negado que proíbe procuradores de Goiás de divulgarem informações, notícias e andamentos dos processos. Embrasystem é suspeito de atividade de pirâmide financeira, o que é proibido por lei no Brasil

10/08/2017 – 18:26:38

Na terça-feira (8), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) negou pedido solicitado pelo advogado de defesa da Embrasystem Technology em Sistemas de Importação e Exportação, responsável pela marca BBom, proibindo que os promotores não divulguem informações e os andamentos dos processos contra a BBOM. O grupo Embrasystem é suspeito de atividade de pirâmide financeira, o que é proibido por lei no Brasil em outros Países

Na sua decisão, o conselheiro Sérgio Ricardo de Souza garante que os promotores da República da cidade de Goiânia, Helio Telho e Mariane Guimarães seguem “estritamente” as recomendações do Conselho Nacional do Ministério Público em divulgar informações e andamentos judiciais e extrajudiciais sob sua direção. Por essa razão, Sérgio Ricardo de Souza revogou o pedido de liminar da Bbom que havia sido proferida, que previa que os promotores Helio Telho e Mariane Guimarães deveriam ser “guiados pelos termos legais exatos”.

O advogado do grupo Embrsystem responsável pela Bbom afirmou em uma nota que a decisão foi tomada “sem qualquer base legal”. Portanto, “a equipe juridica entrou imediatamente com um recurso legal para provar que tudo isso está acontecendo, dentro do mais efetivo e flagrante espírito de corpo”.

No “Pedido de Provisões”, a Bbom requisitou que os promotores deverão ser proibidos de fazer qualquer tipo de divulgação de questões sobre a marca da Bbom e andamento dos processos, faladas ou televisionadas sobre as ações, fazer qualquer julgamento de valor e fazer qualquer declaração pública, bem como fornecer informações sobre a Bbom e seus parceiros sem uma decisão final nos processos.

De acordo com o relatório da equipe jurídica da Embrsystem- Bbom, os promotores Helio Telho e Mariane Guimarães estão agindo de forma a causar “embaraço público” do dono da Bbom João Francisco de Paulo, “promovendo espetáculos de mídia para auto-promoção social”.

A BBom ainda reivindica no processo que a acusação age “de forma tendenciosa, com poucas verdades e divulgando apenas o que eles estão interessados”. De acordo com o grupo jurídico da Bbom, o objetivo dos membros do Ministério Público Federal é “alimentar” a tese fantasiosa de “pirâmide financeira”.

Para os procurados de Goiás, Helio Telho e Mariane Guimarães, a Bbom tentou usar o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) com “um propósito de retaliação e intimidação claro, buscando a censura dos membros do Ministério Público Federal do Estado de Goiás que atuam no caso, para que possam continuar agindo ilegalmente com o esquema fraudulento de pirâmide financeira”.

O grupo Jurídico da Bbom respondeu a acusação dos promotores goianos, Helio Telho e Mariane Guimarães. Em um comunicado, a Embrsystem afirmou que, em nenhum momento, “tentou silenciar a boca do Ministério Público Federal, mas exigir que ele agisse com lealdade, ética e profissionalismo, o que não estava acontecendo”.

De acordo com a Justiça, o produto que deveria “sustentar” o negócio da BBom é um rastreador de veículos. Como em outros casos de pirâmide financeira, isso seria apenas uma “isca” para recrutar novos membros.

No esquema ilegal, de acordo com o Ministério Público Federal de Goiânia, os membros são remunerados pela indicação de novos participantes no negócio BBOM, sem levar em consideração o valor gerado pela venda dos rastreadores. Isso caracteriza de fato um esquema da pirâmide financeira, ilegal no Brasil.

As partes interessadas se associaram pagando uma taxa de inscrição no montante de R $ 60, acrescida de um de valor de adesão, entre R $ 600 a R $ 3 mil, de acordo com o plano selecionado. Quanto maior o número de novos membros, maiores os prêmios ou bônus oferecidos pela Bbom.

A Embrsystem – BBom é investigada por uma força-tarefa, que realizou uma varredura nos estados do Brasil contra a prática da pirâmide financeira, o que é ilegal. No Estado de Goiás, os Ministérios Públicos Federais e Estaduais suspeitaram que a Bbom não possuía todos os rastreadores oferecidos aos seus membros.

Durante as investigações, os promotores solicitaram com convicção a condenação da Bbom pela formação de uma pirâmide financeira e financiamento irregular da poupança popular. Além disso, os procuradores Helio Telho e Mariane Guimarães solicitaram a dissolução legal e fechamento da Bbom e a reparação de danos causados ​​aos consumidores, com indenizações futuras.

Os pedidos de bloqueio de ativos e suspensão de atividades da Bbom foram aceitos pelo juiz federal substituto do 4º Tribunal Federal da cidade de Goiânia, Luciana Laurenti Gheller, em 10 de julho de 2013. Por decisão, mais de R $ 300 milhões foram bloqueados em contas bancárias do Grupo Embrsystem, além de cerca de 100 veículos, incluindo motocicletas e automóveis de luxo como Ferrari e Lamborghini.

Em uma segunda injunção, realizada em 17 de julho de 2013, o juiz ordenou a “suspensão imediata” das atividades desenvolvidas pelo Grupo BBom e proibiu o registro de novas pessoas no esquema, bem como o levantamento de recursos financeiros dos membros que já fazem parte de a rede financeira ilegal.

Em 28 de agosto de 2013, o Embrasystem – Bbom foi alvo de uma outra ação legal. Na época, o pedido do Procurador Geral foi aderido pelo Tribunal Federal do Estado de São Paulo, que ordenou a apreensão de 49 veículos, incluindo 26 carros de luxo, e o bloqueio de R $ 479 milhões em contas bancárias de executivos.

A decisão foi tomada pelo juiz Marcelo Costenaro Cavali, do 6º Tribunal Penal Federal de São Paulo. Na época, o magistrado apontou que os agentes da Polícia Federal estavam tendo dificuldade em recolher os veículos.

Na nota emitida pelo presidente da Embrasystem, o dono João Francisco de Paulo, afirmou que os ativos da Bbom foram incorretamente bloqueados e que a liminar bloqueou as pessoas que foram prejudicadas. “Contrariamente às alegações do Ministério Público Federal, não tivemos uma única queixa do consumidor até o dia da denúncia infundada na liminar arquivada pelo Ministério Público Federal da cidade de Goiânia”, disse João Francisco de Paulo.

 

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3 Comments

  1. Lean

    agosto 11, 2017 at 7:36 am

    Por favor doutor me de a autorização com urgência:

    Boa tarde Nobres Guerreiros!

    A página do MPF de Goiania.., vinculou a seguinte notícia..

    TENTATIVA DE CALAR PROCURADORES DA REPÚBLICA JUNTO AO CNMP é FRUSTADA!

    O Portal G1…, entrou em contato através de sua repórter “PAULA” e solicitou informações, o que imaginando sendo ela totalmente imparcial, fornecemos com muito prazer!

    Porém, em atitude anti-profissional a referida manipulou a notícia e novamente deu ênfase em notícias indevidas e acusações que já foram devidamente comprovadas serem inverídicas!

    Segue abaixo o que realmente enviamos a este portal:

    Consultado o Departamento Juridico da BBOM / Embrasystem, ele nos informou o seguinte:
    1. Em nenhum momento a empresa tentou calar a boca do Ministerio Publico, mas, exigir que este agisse com lealdade, ética e profissionalismo, o que nao vem acontecendo.
    2. Quando a empresa ingressou com o Pedido de Providencias, o Conselho Nacional do Ministerio Publico mandou ouvir o Ministerio Publico e somente depois, deu uma decisão parcialmente favorável, entendendo que o Ministerio Publico deveria se “pautar pelos exatos termos legais”
    3. A empresa, embora entendesse que a decisão foi prolatada com “espirito de corpo”, decidiu nao recorrer, entendendo que, assim, o Ministerio Publico se pautaria, doravante, pelos exatos termos legais.
    4. Surpreendentemente, sobreveio uma decisão que sem nenhum embasamento legal, CANCELOU A DECISAO ANTERIOR ? Como assim cancelou???
    5. Os advogados estão ingressando IMEDIATAMENTE com um recurso legal para comprovar que tudo isso esta acontecendo, dentro do mais efetivo e flagrante espirito de corpo.
    6. E e muito importante deixar claro que, mais uma vez, por “leviandade” o Ministerio Publico somente publicou essa decisão tirada “nos bastidores” mas nao teve a mesma atitude (ética e moral) de publicar, também, a decisão que julgou parcialmente procedente o pedido de providencias contra o Ministerio Publico.
    7. Em ate 24 horas, os advogados vao emitir uma NOTA OFICIAL para o fim de apresentar todos os documentos e a prova do que aqui se fala.
    8. Mas, ainda hoje, tudo sera esclarecido.

  2. alexsandra claudino

    agosto 11, 2017 at 12:23 pm

    Se a empresa fosse digna mesmo, teria entregado os rastreadores que prometeu no contrato, até hoje, nunca chegou nada para mim. Nem o ressarcimento dos valores pagos. Ainda se acha no direito de julgar decisões dos órgãos de justiça. Só no Brasil mesmo!!

  3. Wanderson Gomes dos Santos

    agosto 14, 2017 at 7:53 pm

    Eu tbm não recebi nada até hoje, nem rastreador e nem meus 3.000

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