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João Doria cresce nas estratégias para as eleições presidenciais de 2018 e Geraldo Alckmin reage

João Doria cresce nas estratégias para as eleições presidenciais de 2018 e Geraldo Alckmin reage
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João Doria cresce nas estratégias para as eleições presidenciais de 2018 e Geraldo Alckmin reage
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João Doria cresce nas estratégias para as eleições presidenciais de 2018 e Geraldo Alckmin reage. Grupo ligado ao governador vê suas articulações sendo obstruídas em diversas situações

09/08/2017 – 11:25:17

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), para “nacionalizar” seu nome para as eleições presidenciais de 2018 provocou uma reação do grupo político do governador Geraldo Alckmin, que vê suas articulações sendo obstruídas em diversas situações.

De acordo com os aliados de João Doria, que negam qualquer possibilidade de romper com Geraldo Alckmin ou mesmo enfrentá-lo em prévias, o prefeito aposta em partes que se aproximam, como PMDB, DEM e PRB, como forma de pressionar o PSDB do lado de fora. João Doria recebeu sinalização de três partidos políticos que ele poderia competir por eles em 2018.

O prefeito João Doria, que teve uma agenda de candidato em Salvador na segunda-feira (7), juntamente com ACM Neto (DEM), prefeito da capital da Bahia, intensificará ainda mais a rotina de viagem. Nos próximos meses, as visitas estão programadas para Tocantins, Espírito Santo, Rondônia e Paraíba.

Os Correligionários e aliados de João Doria dizem em particular que ele precisa se mudar para manter seu nome como uma opção se Geraldo Alckmin não “decolar”. O ambiente de Doria reconhece que o prefeito, que está em seu primeiro ano eletivo, não tem força no partido PSDB e que grande parte da cúpula possui uma forte resistência ao seu nome.

Portanto, eles dizem que João Doria constrói pontes com outras partes, já que seu estilo não combina com a lentidão do partido na tomada de decisões. “Doria tem todo o direito de se movimentar a nível nacional. Creio que é mais democrático que o PSDB tenha mais uma opção para 2018”, falou o deputado estadual Fernando Capez, que está de acordo com a movimentação do prefeito.

Aliados do governador Geraldo Alckmin, por sua vez, pressiona o prefeito para manter a “lealdade”. “João Doria precisa pavimentar as ruas da cidade, porque o pavimento para a corrida presidencial está sendo consolidado pelo governador”, disse o representante estadual Cauê Macris, presidente da Assembléia Legislativa. “Tenho certeza de que a festa está fechada com Geraldo Alckmin”, disse ele.

Com a mesma ideia, o presidente do PSDB, Pedro Tobias, minimizou os elogios a Doria na segunda-feira pelo presidente Michel Temer em um evento em São Paulo, quando o peemedebista o chamou de “parceiro e companheiro”. “Geraldo Alckmin é o candidato do PSDB. Não é o Michel Temer que decidirá. O melhor é que o presidente apoie o nome de outra legenda. Agradeceríamos”, disse o presidente.

Embora o nome de João Doria esteja ganhando força a nível de Brasil, ele encontra forte resistência no grupo dos chamados “tucanos da velha guarda”. “João Doria depende de Geraldo Alckmin e da classe política para ser candidato. Os dois estão cada vez mais separados”, disse o ex-governador Alberto Goldman, vice-presidente nacional do PSDB. “Ele não tem força no partido nem credibilidade dentro do PSDB”, disse o tucano.

O presidente licenciado do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), é outro que seguiu um colisão com o prefeito depois que João Doria defendeu sua saída definitiva do cargo.

Perguntado sobre sua relação com o governador de São Paulo, João Doria foi categórico: “Nada mudou. Somos amigos e unidos”. Para não perder terreno, Geraldo Alckmin também planeja viagens pelo Brasil.

 

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